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Educação piora no governo Aécio Neves

7 de julho de 2009

O Fórum Sindical e Social promove até o dia 12 de agosto encontros preparatórios para o seminário “Desmascarando o Choque de Gestão – balanço do governo Aécio Neves – 2003/2008”. Cada reunião será coordenada por uma das entidades integrantes do Fórum. Temas como educação, gestão e finanças públicas, políticas urbanas e saúde já foram abordados em palestras realizadas entre os dias 3 e 4 de julho.

 

O presidente do Sinpro Minas, Gilson Reis, criticou a atuação do governo mineiro, na reunião que abordou o tema educação, no dia 3 de julho, na Affemg. “A política atual prioriza a melhoria dos valores médios dos indicadores educacionais, mas deixa de lado o atendimento das demandas gerais, especialmente da população com maior dificuldade”, afirma.

 

Exemplo disso é o projeto “Escola-Referência”, implantado em 2003, que reforça as desigualdades regionais. Gilson Reis relatou que foram selecionadas apenas 223 escolas em todo o Estado, enquanto unidades do Jequitinhonha, Mucuri, Norte e Rio Doce estão em condições precárias de funcionamento.

 

Dados apresentados pelo Sinpro Minas apontaram redução de 5,1% no total de matrículas do Ensino Médio, que é o nível de ensino exclusivo do Estado. Além disso, 19% de adolescentes entre 15 e 17 anos estão fora da escola, e 30% ainda cursam o Ensino Fundamental. Outros problemas graves em Minas são relativos ao abandono dos estudos e a taxa de analfabetismo, que atinge 38% da população em regiões pobres como o Vale do Jequitinhonha.

 

O tema “Gestão e Finanças Públicas”, apresentado pelo Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco) mostrou que, ao contrário do que o governador Aécio divulga, eventuais resultados positivos alcançados pelo Estado não são fruto da competência da atual administração, e sim da situação confortável que ele herdou.

 

O Sindifisco informou que, se comparado a governos anteriores, Aécio assumiu o Estado numa situação privilegiada, com o 13º do funcionalismo pago, recurso adicional de mais de R$ 300 milhões e uma minirreforma tributária feita por Itamar. Ações que resultaram num aumento das receitas com taxas.

 

Ele explicou que, ao contrário do que é divulgado, as políticas do governo agravaram problemas estruturais de Minas. O estudo apresentado pela entidade conclui que, de efetivo, só promoveu um violento arrocho fiscal, desenhando um Estado comprometido com o capital financeiro e com interesses dos grandes grupos privados que atuam em Minas, nada voltados para o bem estar da sociedade.

 

Os próximos eventos preparatórios estão marcados para os dias 30 de julho, 6 e 12 de agosto e irão tratar de comunicação, relações sindicais, segurança pública, saneamento, energia e gestão Cemig.

 

Com informações da assessoria do Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais

 

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