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Escolas assediam professores e desrespeitam direito constitucional de greve

15 de setembro de 2026

O Sinpro Minas manifesta o seu repúdio à pressão e assédio que algumas escolas particulares têm feito para tentar impedir ou dificultar a participação de professores e professoras na paralisação desta quarta-feira, 16 de setembro. 

O sindicato também informa que as medidas jurídicas já foram encaminhadas, e algumas escolas, notificadas acerca dessa prática irregular e antissindical.

A Constituição Federal é clara. O artigo 9º assegura o direito de greve e estabelece que compete aos trabalhadores decidirem sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devem ser defendidos por meio dele.

A lei 7.783/1989, que regulamenta o direito de greve, também é explícita, ao impedir que o empregador adote meios com o objetivo de constranger o trabalhador a não aderir à greve ou para frustrar a divulgação do movimento.   

A paralisação é uma decisão coletiva da categoria, tomada em assembleia, de forma soberana. 

Diante disso, é ilegal e inaceitável que escolas estejam exigindo que os professores antecipem individualmente e informem as direções a sua decisão de participar ou não da paralisação, criando um ambiente de exposição, constrangimento e intimidação.

O Sinpro Minas não aceitará que professoras e professores sejam tratados como se estivessem cometendo uma falta por exercerem um direito constitucional.

Nenhuma escola pode transformar a relação de trabalho em instrumento de intimidação.

Nenhum professor deve ser pressionado, constrangido ou ameaçado por participar de uma mobilização legítima da categoria.

Por isso, o Sinpro Minas exige das instituições de ensino o respeito integral ao direito constitucional de greve e à decisão soberana da categoria, bem como a imediata interrupção de qualquer prática destinada a constranger professores ou dificultar sua participação na paralisação.

Ao agirem assim, as escolas adotam uma postura arbitrária e ilegal, e o fazem porque sabem que a mobilização cresce a cada dia, na mesma medida em que aumenta a insatisfação da categoria com a proposta patronal, que desvaloriza a profissão docente e precariza nossas conquistas. 

Por fim, o Sinpro Minas reafirma: quem educa também tem o direito de lutar!


Belo Horizonte, 15 de setembro de 2026

Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais – Sinpro Minas

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