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Greve continua nas escolas particulares

25 de março de 2011

Categoria reforça a importância de ampliar a mobilizaçãoe afirma: a dignidade docente está em jogo

Em assembleia nesta sexta-feira (25/3), os professores das escolas particulares de Belo Horizonte decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado e ampliar o movimento grevista, diante da intransigência dos donos de escolas.

Nova assembleia foi marcada para terça-feira (29/3), às 15 horas, na Faculdade de Medicina da UFMG (Av. Alfredo Balena, 190 – Centro – BH), para decidir sobre a continuidade da greve.

Está agendada para segunda-feira, às 9 horas, uma manifestação em frente ao Sinep/MG (Rua Araguari, 644 – Barro Preto – BH). Uma aula pública com o tema Educação não é mercadoria será ministrada durante o ato.

O Sinpro Minas também solicitou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) a intermediação nas negociações. A reunião está marcada para terça-feira, às 10 horas. *

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  • CLIQUE AQUI e leia a nota do Sinpro: Educação não é negócio nem espaço de repressão

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A categoria voltou a lotar o auditório da Faculdade de Medicina da UFMG, com centenas de professores, e recusou por unanimidade a contraproposta do sindicato patronal (Sinep/MG), que prevê reajuste de apenas 7,6%, pagamento dos dias parados e criação de uma comissão intersindical para discutir, até 30 de junho, os itens: mudança de data-base, seguro de vida, regulamentação da educação a distância, equiparação dos pisos da educação infantil e vigência da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Além disso, a garantia de salário não é retroativa a 1º de fevereiro e nada foi mencionado sobre a estabilidade dos que aderiram ao movimento.

A contraproposta dos donos de escolas não contemplou a proposta apresentada pela Superintendência Regional do Trabalho (SRT), que prevê reajuste de 8,13%, equiparação dos pisos da educação infantil a partir de fevereiro de 2012, renovação da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) retroativa a 1º de fevereiro, com vigência de dois anos (à exceção das cláusulas econômicas), reposição das aulas paralisadas, garantia de pagamento dos dias parados e de que não haverá demissões dos docentes que participaram do movimento (clique aqui e leia a proposta da SRT). 

Na assembleia, os docentes reafirmaram as reivindicações já aprovadas anteriormente (reajuste de 12%, equiparação dos pisos da educação infantil, regulamentação da educação a distância, mudança da data-base para 1º de abril, entre outros pontos), mas também aprovaram a proposta apresentada pela SRT como referência mínima de negociação.

“A proposta da SRT estava distante daquilo que vínhamos reivindicando, mas a assembleia se mostrou disposta a tê-la como referência, com o objetivo de avançar nas negociações. Mas, para a nossa surpresa, os donos de escolas apresentaram uma contraproposta bem pior, com um índice menor e sem garantia em relação aos demais pontos. Deram uma prova categórica de intransigência. É uma atitude de desrespeito não só com os professores, mas também com a própria Superintendência Regional do Trabalho”, afirmou Gilson Reis, presidente do Sinpro Minas.  

Adesão aumenta“O patronal está apostando na nossa divisão. Porém, nossa mobilização está forte, a adesão cresce a cada dia e é muito importante neste atual momento da campanha. Vamos resistir e mostrar que temos dignidade e queremos respeito”, ressaltou.

A paralisação, iniciada na quarta-feira, atinge integral ou parcialmente dezenas de escolas de Belo Horizonte, entre elas Marista Dom Silvério, Frei Orlando, Padre Eustáquio, Efigênia Vidigal, Colégio Batista, Imaculada, Libertas, Magnum (Nova Floresta), Nossa Senhora das Dores, Pio XII, Sagrado Coração de Maria, Izabela Hendrix, São José Operário, Escola da Serra, Padre Machado, Santa Dorotéia, Uni-BH, Fumec, Newton Paiva, Universo, Rubens Romanelli, entre outras.

Os docentes também aprovaram por unanimidade a criação, pelo Sinpro Minas, de uma comissão de ética para apurar as denúncias de que professores de algumas escolas estariam substituindo os grevistas. Caso sejam comprovadas, as irregularidades podem resultar em sanções, como suspensão ou desfiliação, além das ações jurídicas cabíveis. 

LealdadeA assembleia elogiou a coragem da categoria e cobrou lealdade dos colegas que ainda não aderiram ao movimento (clique aqui e leia mais) . “Os professores têm uma missão muito maior que a de ensinar. A nossa profissão tem a tarefa de formar cidadãos”, disse um docente. 

“Paulo Freire disse que lutar pelos direitos não é só um direito dos professores, mas um dever. A melhor aula que dei nesta semana foi justamente fora da sala de aula, pois foi uma lição de cidadania”, afirmou um professor.  Afronta à dignidade docenteDurante a assembleia, professores reagiram indignados à contraproposta patronal e a classificaram como uma afronta à dignidade docente. “Não podemos aceitar esta indecência que nos apresentaram. Nossa dignidade está em jogo. Vamos para a porta das escolas e para as ruas e ampliar nosso movimento”, defendeu uma professora. “Podem me ameaçar, mas a minha dignidade não tem preço”, destacou outro docente.

Após a assembleia, professores fizeram uma passeata pelas ruas do Centro

O sindicato também repudiou a pressão e as ameaças feitas por diretores e donos de escolas  para que a categoria não paralise as atividades e conclamou os professores a resistirem, como têm feito até o momento. “Não vamos aceitar as manobras e ameaças para nos dividir e desmobilizar. A nossa força está na união”, ressaltou Aerton Silva, diretor do Sinpro Minas.Acompanhe as notícias da greve nas redes sociais: Twitter e Facebook.*Atualizado às 18h25, para mudança de data e horário da reunião, a pedido do MPT.

AGORA É HORA DE AVANÇAR!GREVE PARA GARANTIR CONQUISTAS!

ASSEMBLEIA DA CATEGORIADia 29 de março – terça-feira Às 15 horas

 

LOCAL: Faculdade de Medicina da UFMG (Av. Alfredo Balena, 190 – Centro – BH)

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