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Justiça vai decidir o destino da Fumec

20 de junho de 2008

Nos próximos dias, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais deve julgar a ação civil pública que pede o afastamento de sete dirigentes da Fundação Mineira de Educação e Cultura (Fumec), entre eles o presidente do Conselho de Curadores, Emerson Tardieu. A crise na instituição de ensino se arrasta desde o ano passado, em função das demissões de professores e da perseguição a alunos que se manifestaram contra as atitudes dos dirigentes da faculdade. Na última quinta-feira (19/06), na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, o assunto foi novamente discutido em uma reunião convocada pelas Comissões de Direitos Humanos e de Educação, Ciência, Tecnologia e Informática. Na ocasião, representantes dos ex-professores e de alunos pediram providências para a reparação dos danos morais causados pela exposição pública de seus nomes por parte de dirigentes da Fumec.O pedido de intervenção na Fumec está para ser julgado pela 15ª Câmara do Tribunal de Justiça de Minas Gerais a qualquer momento, conforme informação do ex-professor da Fumec Getúlio Neuremberg. “O que aconteceu na Fumec foi um golpe de Estado”, afirmou. Segundo ele, no final de 2007, ocorreram 41 demissões somente na Faculdade de Ciências Humanas e mais de 100 se forem consideradas as dispensas ocorridas em todas as unidades. No curso de Comunicação Social, foram demitidos 14 dos 30 professores.
Para o estudante Júlio César Lima, ex-presidente do Diretório Acadêmico da Comunicação, a universidade deveria formar profissionais críticos e conscientes. “A Fumec virou um campo de concentração”, desabafou. Ele disse que os alunos foram obrigados a retirar os nomes de abaixo-assinados para se matricularem, além de terem recebido notificações extra-judiciais. Ele afirmou ainda que os espaços utilizados para a organização estudantil vêm sendo negados. Segundo ele, também foi instalada uma câmera em frente ao DA, entre outras medidas de cerceamento da liberdade de expressão dos estudantes.
Os requerimentos apresentados na reunião da Assembléia não foram votados por falta de quórum. Os deputados pediram, ainda, o envio das notas taquigráficas da reunião ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Direitos Hunanos (CAO-DH), à Secretaria de Ensino Superior do MEC, à Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação e à Promotoria de Justiça de Tutela das Fundações da Capital e para o Conselho Estadual de Educação, para conhecimento e providências.
Com informações da ALMG

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