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Marcha das centrais em 6 de março irá resgatar Agenda da Conclat

20 de fevereiro de 2013

As centrais sindicais farão uma grande marcha em Brasília, no dia 6 de março, com o propósito de entregar uma pauta de reivindicações ao governo federal, baseada na Agenda da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat). A intenção dos sindicalistas é entregar essa pauta diretamente à presidenta Dilma Rousseff.

Os representantes das centrais definiram que o ato  será chamado de “Marcha da Classe Trabalhadora por Cidadania, Desenvolvimento e Valorização do Trabalho”. Para Wagner Gomes, presidente da CTB, é fundamental também que outros setores da sociedade, como a juventude, por exemplo, se somem à atividade. “Acredito que não podemos restringir o ato aos sindicalistas. Temos que dialogar e atrair outras forças para essa marcha, pois nossas reivindicações são de total interesse dos outros movimentos sociais do país”, defendeu.

Diante da definição de que a Agenda da Conclat, elaborada pelas centrais em 2010, servirá como base para as reivindicações que serão entregues à presidenta Dilma, os sindicalistas definiram oito pontos fundamentais como bandeiras para a marcha:

– Fim do fator previdenciário- Redução da jornada de trabalho para 40h semanais, sem redução de salários- Educação: 10% do PIB para o setor- Saúde: 10% do PIB para o setor- Reforma agrária- Valorização das aposentadorias- Ratificação das convenções 151 e 158 da OIT- Mudanças na política macroeconômica

Para Wagner Gomes, as centrais sindicais irão demonstrar mais uma vez sua capacidade de articulação, ao reeditar as grandes marchas realizadas durante o governo Lula, que garantiram, entre outros avanços, a política de valorização do salário mínimo. “Temos totais condições de reunir dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras em Brasília no dia 6 de março. Temos esse compromisso com a classe trabalhadora e já é hora de mostrarmos ao governo que é preciso avançar mais, no sentido de adotar políticas mais ousadas para garantir o desenvolvimento do país”, afirmou.

Fonte: CTB

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