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MEC propõe novo Enem para substituir vestibular das federais

31 de março de 2009

O MEC (Ministério da Educação) anunciou nesta terça-feira (31) a proposta de criação de um novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Pelo projeto, a avaliação substituiria os vestibulares das universidades federais do país e passaria a ter 200 questões de múltipla escolha – atualmente a prova é composta por 63 – além da redação que já é aplicada.

 

 Não há data definida, no entanto, para a implantação do projeto: “Não seremos açodados [apressados]. Se os reitores quiserem enfrentar esse desafio já este ano, temos condições técnicas para avançar. O que queremos dizer para o país e para a rede de educação superior é que o Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, que realiza a prova] está preparado para isso”, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad.

 

A implantação do novo Enem como forma de seleção para as federais depende ainda de análise dos reitores da universidades. O ministério espera receber um posicionamento dos dirigentes na próxima semana. A nova prova poderá, inclusive, acabar com a exigência do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) para ingressantes nas universidades.

 

De acordo com o projeto apresentado, o Enem seria aplicado em dois dias diferentes, no mês de outubro – não mais em agosto – com resultados divulgados no início de janeiro. Metade dos testes ficaria para o primeiro dia, e metade para o segundo, junto da dissertação.

 

 

Conteúdo do novo Enem

O conteúdo da prova ainda não foi definido e, segundo o MEC, terá de ser construído em parceria com as universidades federais. O que já se sabe é que a prova deverá ser baseada em habilidades e competências e terá quatro eixos: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias.

 

O ministério afirma que os novos eixos aproximariam o Enem das Diretrizes Curriculares Nacionais e do que já é ensinado na escola – mas sem abandonar as questões contextualizadas, que exigem a solução de problemas com as habilidades dos estudantes. A idéia seria seguir os temas que já são avaliados no Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), o supletivo do MEC.

 

 

Maior nível de dificuldade

Como a idéia é que o Enem sirva como vestibular, o MEC afirma que a prova terá itens mais complexos. Assim, as perguntas mais difíceis seriam capazes de selecionar os candidatos com melhor preparo.

  

As perguntas serão elaboradas de acordo com os conteúdos definidos pelas federais junto do ministério; com base na literatura e na prática de realização de provas. Os itens serão pré-testados, para identificar o nível de dificuldade e a probabilidade de acerto com o chute dos alunos.

 

Segundo o Inep, os testes terão diferentes níveis de dificuldade que permitirão identificar as habilidades dos estudantes.

 

 

Por que mudar o Enem?

O MEC argumenta que o vestibular desfavorece candidatos que não podem se locomover pelo território. Assim, um jovem que queira prestar medicina e tenha dificuldades financeiras, dificilmente poderá participar de processos seletivos de diferentes faculdades – e terá suas chances de aprovação diminuídas.

 

Por outro lado, as federais localizadas em Estados menores ficam restritas aos candidatos de suas regiões.

 

De acordo com a Pnad 2007 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), de todos os estudantes matriculados no primeiro ano do ensino superior, apenas 0,04% residem no estado onde estudam há menos de um ano. Isso significa que é muito baixa a mobilidade entre estudantes nas diferentes unidades da Federação. Nos Estados Unidos, 19,2% dos alunos mudam de estado para cursar a universidade ou o chamado college.

 

Além disso, o ministério afirma que um exame nacional unificado, desenvolvido com base em habilidades e conteúdos mais relevantes, passaria a ser importante para definir a política educacional e o conteúdo a ser ensinado no segundo grau.

 

Fonte: UOL Educação

 

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