O salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ter sido de R$ 1.733,88 em agosto, para suprir as necessidades básicas e da família, de acordo com estudo divulgado neste mês pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Para chegar a esse número – 4,56 vezes maior que o valor atual, de R$ 380,00 – o Dieese levou em consideração o maior valor apurado para a cesta básica, de R$ 206,39, em Porto Alegre, e o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência. Em julho, o valor do salário mínimo necessário era menor, de R$ 1.688,35. Segundo o Dieese, o tempo médio de trabalho necessário para que o trabalhador que ganha salário mínimo pudesse adquirir o conjunto de bens essenciais aumentou em agosto, na comparação com julho. Na média das 16 cidades pesquisadas pelo órgão, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada 97 horas para realizar a mesma compra que, em julho, exigia a execução de 92 horas e 37 minutos.
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