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Ministério Público interfere por retomada de aulas na Fumec

20 de setembro de 2010

Membros do Ministério Público Estadual (MPE) irão se reunir hoje com os membros do conselho curador da Fundação Mineira de Educação e Cultura (Fumec) para tentar solucionar o impasse na instituição e na Universidade Fumec. Há uma semana, os alunos dos cursos de engenharia, arquitetura e design realizam uma paralisação em apoio ao diretor da Faculdade de Engenharia e Arquitetura (Fea), afastado pelo conselho.

Os estudantes também organizaram um abaixo-assinado, com 4.220 assinaturas, com o pedido de uma auditoria externa de gestão em todas as unidades da universidade, reitoria e fundação. O documento foi entregue na tarde de ontem à curadoria de fundações do Ministério Público Estadual.

Eduardo Zenetti, presidente do diretório acadêmico do curso de comunicação social, afirma que a principal reivindicação dos estudantes é por mais transparência na gestão da fundação. “Há muitas perguntas que ainda não foram respondidas pela Fumec. Por isso estamos pedindo uma auditoria externa”, justifica o estudante.

Reintegração. Paralelamente à negociação intermediada pelo MPE, o professor Luiz de Lacerda Júnior busca, na Justiça do Trabalho, sua reintegração ao cargo de diretor da Fea.

“Foi proposta uma ação considerando a ilegalidade do afastamento do diretor. A audiência está marcada para a próxima quinta-feira e a Fumec já foi citada para apresentar defesa e comparecer a audiência”, explica Gustavo Soares, advogado do escritório Décio Freire, contratado para defender o professor.

Histórico. Os representantes da Fea no conselho curador da Fumec, Eduardo Georges Mesquita e Estevam Quintino Gomes, alegam que foram afastados após pedirem uma auditoria externa para a apuração das irregularidades na gestão da Fumec.

Em nota, a fundação alega que “há um movimento ilegal de paralisação, pois não houve nenhum aviso à direção da Fumec sobre a interrupção das atividades”.

A direção da universidade informou que “está tomando as providências cabíveis para que as atividades normais da Fea sejam retomadas o mais breve possível”.

Paralisação divide opiniões entre alunos

A paralisação das aulas está dividindo a opinião dos estudantes. Thaís Assis, aluna do curso de arquitetura, é contra o movimento. “Eu não apoio porque está prejudicando muito a gente. A Fumec tem que tomar uma providencia rápida sem prejudicar os alunos. Pago R$ 1.056 para não ter aula”.

Já a estudante de design Angélica Brasil apoia a paralisação. “Acho válida. É a única forma de fazer o Ministério Público intervir. Não adianta retomar as aulas sem ter isso resolvido”, disse. (ACB)

MinientrevistaApostamos no bom sensoQual o objetivo da reunião com o conselho de curadores da Fumec? A intenção é reunir todos os membros do conselho e analisar o que está acontecendo. Vamos tentar resolver por meio de um acordo interno. Precisamos sentar e encontrar uma solução, pois os alunos estão sem aula há uma semana.

Como a senhora avalia a suspensão de conselheiros às vésperas do rodízio na presidência da entidade? Acreditamos que esse impasse só vai ser resolvido com uma reestruturação da fundação e uma mudança estatutária que evite novos episódios como esse.

O MPE pode apoiar uma auditoria externa? Vamos tratar também desse assunto na reunião e tentar compor todas essas questões num grande acordo. É possível chegar a um consenso em relação a auditoria externa. Acreditamos na capacidade de conciliação das partes.

O Tempo – Publicado em 17/09/10

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