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Mobilização avança no Norte de Minas

31 de maio de 2011

 

Em uma assembleia participativa, os professores das escolas particulares do Norte de Minas discutiram os principais problemas do ensino privado na região, no dia 28 de maio, em Montes Claros. A assembleia contou com a presença de cinquenta pessoas. Sindicalistas, estudantes e políticos também compareceram e declararam apoio aos trabalhadores na educação.

 

Nas últimas semanas, diretores e funcionários do sindicato dos professores intensificaram as visitas às escolas da cidade, com o objetivo de conversar com professores e estudantes sobre questões educacionais e trabalhistas. O sindicato buscou esclarecer sobre os prejuízos causados pela falta de uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e quais as interferências deste fato na qualidade da educação.

 

 

Na assembleia, o presidente do sindicato dos professores (Sinpro Minas), Gilson Reis, disse que é necessário continuar a mobilização no Norte de Minas para alcançar êxito nas demandas da categoria. De acordo com ele, o Sinpro vai ampliar as ações de comunicação com a categoria, através do rádio, televisão, outdoors e demais veículos.

 

“Estamos em um processo de amadurecimento da consciência coletiva aqui na região. Tivemos manifestações importantes de diversos professores durante a assembleia e percebemos que o envolvimento dos docentes pode ser ainda maior. A nossa reunião foi muito participativa, pois contou com a presença de representantes de dezenas de escolas. Se continuarmos com esse espírito conseguiremos mais uma vitória para os trabalhadores”, enfatizou Gilson Reis.

 

De acordo com o diretor do Sinpro Minas, Newton de Souza, o processo de mobilização da campanha reivindicatória 2011 começou com um trabalho junto aos professores e à comunidade local.

 

“A impressão que eu tenho é que a cidade vai tomando conhecimento da situação dos professores e isso torna o movimento mais forte. A perspectiva é de construção de um processo mais amplo, que pode propiciar a mudança de postura do patronal em relação aos direitos da categoria”, avaliou o diretor do Sinpro Minas, Newton de Souza.

 

Os docentes lutam para garantir a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), instrumento legal que assegura os direitos dos professores da rede privada de ensino. As negociações entre o sindicato dos professores (Sinpro Minas) e o sindicato dos donos de escolas (Sinepe/Norte) estão emperradas há quatro anos.

 

Desde que foi criado, o sindicato patronal se recusa a negociar e não reconhece direitos históricos dos docentes. O Norte é a única região do estado onde os professores ainda não tiveram seus direitos consolidados em 2011. Em outras localidades, foram conquistados reajustes acima da inflação.

 

Entre as principais reivindicações dos docentes estão:

 

– reajuste salarial de 12%

 

– equiparação dos pisos da educação infantil

 

– regulamentação da educação à distância

 

– estabilidade no emprego

 

– concessão de bolsas de estudo

 

Com 250 instituições privadas e mais de dois mil professores, a região Norte de Minas Gerais se tornou um pólo de educação. Ainda assim, os professores enfrentam a precarização das condições de trabalho e os baixos salários. Em muitos casos, é imprescindível trabalhar nos três turnos para atingir um rendimento digno no fim do mês. 

 

“Acreditamos que cada professor vai ser um agente multiplicador e que na próxima assembleia teremos um grau de participação ainda maior. No entanto, pode ser preciso radicalizar as ações, diante da postura intransigente do patronal, que se recusa a reconhecer as nossas conquistas. Em último caso, se a negociação não avançar, vamos paralisar as atividades docentes, para pressionar os donos de escolas a aceitar as reivindicações dos professores, ressalta Nalbar Rocha, diretora do Sinpro Minas na regional de Montes Claros. 

 

As próximas atividades da categoria, em Montes Claros, estão previstas para o dia 16 de junho, quando será realizado um debate sobre a situação da educação, na Câmara de Vereadores, às 8 horas e, um ato  público, na Praça Dr. Carlos. No dia 17 de junho, acontece uma audiência de conciliação entre o Sinpro Minas e o Sinepe/Norte de Minas, no Tribunal Regional do Trabalho (Av. Getúlio Vargas, 225- BH). E no dia 2 de julho, às 9 horas, na Câmara Municipal de Montes Claros, haverá nova assembleia, para definir os rumos do movimento.

 

No próximo domingo (5/6), às 8h50, o programa Extra-Classe vai abordar a campanha reivindicatória dos professores no Norte de Minas. O presidente do Sinpro Minas, Gilsoñ Reis, será o entrevistado no estúdio. Ele vai falar sobre o ensino privado na região e sobre as principais demandas dos docentes. Na reportagem, o programa vai mostrar a opinião de professores e estudantes sobre o ensino no Norte de Minas.

 

Atualizada em 3 de junho de 2011. 

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