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Mobilização e adesão ao movimento grevista crescem, e categoria mostra sua força

23 de março de 2011

A mobilização dos professores da rede privada de ensino (área de abrangência do Sinep/MG) e a adesão ao movimento grevista estão aumentando. A paralisação, iniciada na quarta-feira (22/3), atinge parcial ou integralmente diversas escolas de Belo Horizonte, entre elas Marista Dom Silvério, Frei Orlando, Padre Eustáquio, Efigênia Vidigal, Colégio Batista, Imaculada, Libertas, Magnum (Nova Floresta), Nossa Senhora das Dores, Pio XII, Sagrado Coração de Maria, Izabela Hendrix, São José Operário, Escola da Serra, Padre Machado, Santa Dorotéia, Uni-BH, Fumec, Newton Paiva, Universo, Rubens Romanelli, entre outras.

 

“Mesmo com a pressão, que é muito grande, a categoria está resistindo bravamente e aderindo à greve. Sabemos que é uma batalha difícil, mas os professores saberão dar mais esta lição de cidadania. Por isso, conclamamos a todos que resistam, denunciem e enfrentem as ameaças”, afirmou Gilson Reis, presidente do Sinpro Minas.

 

Adesão cresce, mobilização aumenta e categoria lota o auditório da Associação Médica de Minas Gerais

Ameaças

Com o aumento da adesão, os donos e diretores de escolas estão ampliando a pressão contra a categoria para que não paralise as atividades. Vários docentes relataram ao Sinpro Minas as ameaças que estão sofrendo, inclusive de demissões.

 

No Colégio Padre Machado, os professores foram chamados pela diretoria, por telefone, para participar de uma reunião na manhã desta quarta-feira e pressionados a voltar às aulas. “O diretor disse que havia na escola duas posturas. Uma voltada para os que ‘vestem a camisa’ da instituição, e outra para os que não vestem. Estes teriam de arcar com as consequências”, denunciou um docente. 

 

O Efigênia Vidigal, do grupo COC de ensino, num ato ilegal, de desrespeito ao direito constitucional de organização dos trabalhadores, anunciou a contratação de 12 professores de outros estados para substituir os grevistas, conforme notícia veiculada nesta quarta na imprensa. O Sinpro Minas vai acionar a fiscalização trabalhista, com o objetivo de apurar as irregularidades e encaminhar as ações jurídicas cabíveis.

 

Sob orientação do sindicato patronal, algumas instituições de ensino também têm impedido diretores do Sinpro Minas de entrar na escola para mobilizar os professores. “O que os donos de escolas querem é dividir a categoria, mas não vão conseguir. O que está em jogo é a valorização e o respeito à nossa dignidade”, afirmou Aerton Silva, diretor do Sinpro Minas. Atualizado em 25.3

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