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Mobilizados, professores do Pitágoras marcam nova assembleia para quarta-feira (2/5)

28 de maio de 2010

Atualizado em 31/5, às 18h30Em assembleia nessa sexta-feira (28/5), professores da Faculdade Pitágoras decidiram pela continuidade da mobilização contra as mudanças pedagógicas anunciadas pela Kroton (mantenedora da instituição de ensino). Nova assembleia foi marcada para quarta-feira (2/6), às 15 horas, no Sinpro Minas, para discutir o rumo do movimento e as implicações trabalhistas e educacionais da nova proposta. Leia também: Sinpro reitera discordância em relação à demissão de professores do Pitágoras

Na assembleia dessa sexta, também foi criada uma comissão, composta por quatro professores da Faculdade e representantes do Sinpro Minas, que fará um estudo da proposta a ser apresentada e verificará se ela está de acordo com a legislação educacional e os padrões curriculares vigentes. A comissão vai se reunir já nesta segunda-feira (31/5), às 14 horas, logo após o encontro na SRT, pela manhã.

Assédio moral e ameaçasOs docentes voltaram a destacar a insatisfação e preocupação da categoria e dos estudantes com a proposta de reforma pedagógica apresentada pelo grupo Kroton, que prevê a redução da carga horária de disciplinas e resulta em demissões, uma vez que, em algumas áreas, a ideia é substituir aulas presenciais pela modalidade a distância.

Eles relataram vários casos de assédio moral praticados pela direção da Faculdade e disseram que estão sendo coagidos a não falar sobre os impactos na qualidade da educação, caso o novo modelo seja colocado em prática. A categoria também denunciou as ameaças de demissões feitas aos que não estão aceitando as mudanças e àqueles que decidiram paralisar as atividades. O Sinpro Minas vai ajuizar uma ação contra o assédio moral na instituição de ensino e para preservar os direitos trabalhistas da categoria. “Estamos sendo ameaçados e vigiados por funcionários da Faculdade. Uma diretora disse que, se não ‘vestíssemos a camisa’, poderíamos procurá-la que ela providenciaria a nossa dispensa. Ela afirmou ainda que a fusão dos grupos [Kroton e Iuni] teria custado R$ 200 milhões e que, por ser um valor tão elevado, eles estavam preparados para as ações e o ‘choro’”, disse uma professora, que preferiu não se identificar com medo de retaliações. Representantes da UNE e da UEE presentes na assembleia disseram que os estudantes vão continuar as manifestações e que está sendo avaliada a possibilidade de depositar as mensalidades em juízo. Segundo eles, vários alunos já pediram transferência para outras instituições de ensino. ReivindicaçõesOs docentes reivindicam a suspensão das mudanças anunciadas e a abertura imediata de negociação a respeito do projeto pedagógico. Eles também exigem a garantia de empregos e a transparência das medidas propostas pela mantenedora (clique aqui e leia as reivindicações da categoria).  As mudanças, ainda não apresentadas oficialmente aos professores e ao sindicato, estão em desacordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que determina a participação do corpo docente na elaboração das diretrizes pedagógicas. Os professores apenas foram comunicados das alterações por meio de informativos internos, fato que ilustra a irregularidade do processo. A categoria reiterou por diversas vezes que as alterações estão sendo impostas e, caso sejam colocadas em prática, trarão impactos negativos na qualidade da educação. Para os docentes e o Sinpro Minas, a reforma revela mais uma tentativa da Kroton de reduzir custos e aumentar os lucros, em detrimento da qualidade do ensino e das condições de trabalho da categoria.  

Assembleia de professores da Faculdade PitágorasDia: quarta-feira – 2 de junhoHorário: 15 horasLocal: Sinpro Minas (Rua Jaime Gomes, 198 – Floresta – BH)

Pauta: Mudanças pedagógicas impostas pela Kroton/Iuni

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