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Mostra de Cinema discute Ditadura Militar na América Latina

5 de dezembro de 2011

Filmes e debates pretendem ampliar visão deste período nebuloso da História O Sinpro Minas, em parceria com Instituto Imersão Latina (Imel), promove, de 6 a 15 de dezembro, a Mostra de Cinema Ditadura Militar, com o objetivo de discutir e refletir sobre as consequências do regime ditatorial no Brasil e em países da América Latina. As ditaduras latinas deixaram marcas visíveis na sociedade e na economia de cada país que enfrentou o desafio de lutar pela democracia. As pessoas que se envolveram diretamente na luta armada ainda carregam cicatrizes. A busca pela verdade sobre o nosso passado é uma forma de evitar que, no futuro, não sejam cometidos os mesmos erros. No Brasil, o Ministério Público Federal está engajado na luta pelo cumprimento da decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que exige que o país localize os corpos dos desaparecidos na Guerrilha do Araguaia e faça uma reparação às famílias das vítimas. A corte também quer que o Estado brasileiro adote medidas judiciais efetivas para a responsabilização individual pelos crimes cometidos. Para a diretora de Cultura do Sinpro Minas Terezinha Lúcia Avelar, a realização do debate é de suma importância para elucidar e contextualizar os acontecimentos do passado e as características da ditadura no Brasil e na América Latina. “Através do cinema podemos lembrar as crueldades cometidas durante o regime militar e discutir  esse momento histórico com os jovens de hoje. Durante o debate, todas as lutas e ações atuais junto aos órgãos públicos serão evidenciadas pelos nossos debatedores. É o momento de busca da verdade para que sejamos melhores hoje. As nossas duas salas de exibição priorizam a discussão, a formação e o gosto pelo audiovisual”, explica. A presidente do Imel, Brenda Marques Pena, ressalta a importância de se retratar as ditaduras da América Latina em um período em que vários arquivos secretos de orgãos de repressão militar têm sido revelados. “Foi um período em que vários jornais fecharam e que leis repressivas foram criadas. No Chile, por exemplo, muitas dessas leis ainda vigoram, como ocorre em relação à educação. Os estudantes chilenos estão nas ruas lutando para derrubar uma legislação que é da época do Pinochet. E há ainda muitos presos políticos até hoje. Aqui, ainda temos muitos resquícios do período. Que a sétima arte nos ajude a refletir e nos posicionarmos diante de realidades que, muitas vezes, fingimos não ver”.

______________________________________________________________________ Programação dos Cineclubes do Sinpro Minas Cineclube Joaquim Pedro de AndradeRua Tupinambás, 179 – 14º andar – Centro – BH/MG 06/ 12 • terça-feira • 19h • A História Oficial (La historia oficial)Luis Puenzo/Argentina/ 1985/114 min – Classificação indicativa: 12 anos

Ditadura militar argentina, professora tem uma vida pacata até desconfiar que sua filha adotiva pode ser a filha sequestrada de ativistas mortos pela repressão. Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, Palma de Ouro de melhor atriz.Debatedora: Gilse Cosenza • Membro da Comissão de Anistiados e dirigente do PCdoB /MG. 13/ 12 • terça-feira • 19h • Missing – O DesaparecidoCosta-Gravas/EUA/1982/122 min

Os pais de um jovem norte-americano, que vivia no Chile de Salvador Allende, deslocam- se para esse país à procura de seu filho, militante da esquerda, que desapareceu entre centenas de outras pessoas na época do golpe militar que colocou o general Pinochet no poder. O mais interessante é notar que não se trata de uma ficção.Debatedora: Celina Padilha Arêas • Professora – Diretora do Sinpro Minas e da CTB.

______________________________________________________________________ Cineclube Uma tela no meu bairro Rua Jaime Gomes, 198 – Floresta – BH/MG 15/12 • quinta-feira • 19h • Cabra-cegaToni Venturi/Brasil/ 2005/107 min

A trama principal trata da relação limite de Tiago e Rosa, dois jovens militantes da luta armada, que vivem o sonho do projeto revolucionário. Alojados num bairro tradicional de São Paulo, no belo apartamento do arquiteto Pedro. O pano de fundo é um Brasil amordaçado e sem liberdades democráticas. Debatedores: Clevane Pessoa – Jornalista e conselheira do Instituto Imersão Latina,  trabalhou na imprensa na época da ditadura e foi alvo de censura.Marco Aurélio – Militante de esquerda na época da ditaduraDalva Silveira – Mestre em Ciências Sociais, professora da rede particular de ensino, autora do livro Geraldo Vandré: a vida não se resume em festivais. Entrada Franca

Mais informações: 3115-3000 • http://www.sinprominas.org.br/cineclubejpa@gmail.com

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