Notícias

Movimento faz avaliação crítica do Plano Decenal

11 de março de 2009

 

Representantes de movimentos sociais e entidades sindicais, entre elas o Sinpro Minas, o Sindute, a Fetaemg e a CTB Minas, lançaram, nesta quarta-feira (11/3), na Casa do Jornalista, em Belo Horizonte, o movimento Educação que temos – Educação que queremos, com o objetivo de promover a participação de toda a comunidade educacional nas discussões sobre o Plano Decenal de Educação de Minas Gerais.

 

De acordo com a consultora educacional do Sinpro Minas Clarice Barreto o movimento surgiu com a idéia inicial de formar um grupo de discussão para analisar criticamente a proposta do Plano Decenal de Educação para o Estado de Minas Gerais. “Com o desenvolvimento dos debates, as ações do movimento se expandiram para uma dimensão mais ampla, enfatizando a construção de um projeto de educação no Estado”, relata Clarice.

 

Para o presidente do Sinpro Minas, Gilson Reis, é preciso compreender e reconhecer a importância histórica desse momento quando muitas entidades se reúnem para consolidar uma posição unificada para discutir o Plano, com o lançamento do Movimento Educação que    Queremos. “O papel do Sinpro foi essencial para que os movimentos sociais e sindicais se articulassem de maneira concisa para a consolidação do movimento”, conclui Gilson.

 

A assessora de educação do campo da Fetaemg Renata Lacerda ressalta que o Plano Decenal que foi apresentado não foi debatido com a sociedade civil e nem mesmo com a comunidade acadêmica. “Em relação à educação no campo, percebe-se que as medidas contidas no projeto não contemplam as necessidades específicas de cada região e segmento social”, completa. 

 

Durante o lançamento, foi distribuído um documento crítico de avaliação do Plano, preparado pelo movimento para subsidiar os debates que vão ocorrer até maio. “Há lacunas significativas no documento oficial [o Plano, que foi elaborado pelo governo estadual], como as ações voltadas para a merenda e o transporte escolar. Esses itens deveriam estar presentes, inclusive com discussão para sua inclusão no Ensino Médio. Trata-se de um documento irregular (desarticulação entre diagnóstico e proposição), desarticulado (não se fia por uma estratégia clara de desenvolvimento da educação mineira) e incompleto (ausência de temas significativos para a educação do estado, além de metas claras, apropriadas e mensuráveis)”, avalia o documento crítico entregue pelo movimento.

 

O Plano também será debatido na Assembléia Legislativa, na sexta-feira (13/3), a partir das 9 horas. O debate será uma etapa preparatória para o Fórum Técnico Plano Decenal de Educação em Minas Gerais: Desafios da Política Educacional, também promovido pela ALMG e cuja etapa final será realizada em Belo Horizonte, no Plenário da Casa, entre os dias 13 a 15 de maio (clique aqui e leia a notícia sobre o assunto).

 

COMENTÁRIO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Categorias

Artigo
Ciência
COVID-19
Cultura
Direitos
Educação
Entrevista
Eventos
Geral
Mundo
Opinião
Política
Programa Extra-Classe
Publicações
Rádio Sinpro Minas
Saúde
Sinpro em Movimento
Trabalho

Regionais

Barbacena
Betim
Cataguases
Coronel Fabriciano
Divinópolis
Governador Valadares
Montes Claros
Paracatu
Patos de Minas
Poços de Caldas
Pouso Alegre
Sete Lagoas
Uberaba
Uberlândia
Varginha