Notícias

Movimentos sociais denunciam alta dos juros

10 de junho de 2008

Sob a chamada “Menos juros, mais desenvolvimento”, a Coordenação Movimentos Sociais (CMS) fará, no dia 19 de junho, em Brasília, uma ampla mobilização nacional contra a política de juros altos do Banco Central (BC). O protesto, que vem sendo preparado desde maio, ganhou novo fôlego com a decisão, anunciada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) na quarta-feira (4), de elevar a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual (para 12,25% ao ano). O ato da CMS acontecerá das 10 horas às 14 horas, em frente ao Banco Central (Setor Bancário Sul, Quadra 3 – Brasília-DF). Após o protesto contra o aumento dos juros, os manifestantes se reunirão no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, às 15 horas, para o debate “Contra o imperialismo e em solidariedade ao povo cubano”. O presidente da CTB, Wagner Gomes, disse que o Brasil precisa de uma rápida mudança de rumo em sua política macroeconômica. “Enquanto outros setores do governo puxam o país para o desenvolvimento, a política monetária do BC põe travas e segura o crescimento da economia”, afirmou. Segundo ele, os movimentos sociais e mesmo setores empresariais, ligados à produção, têm protestado sistematicamente contra o conservadorismo do BC. “O dia 19 tem tanta importância para o país e para os trabalhadores quanto teve o dia 28 de maio. Por isso, a CTB em todo o país, principalmente nas regiões próximas a Brasília, precisa concentrar esforços nesta atividade”. Para a CUT, a decisão de aumentar os juros agrada aos especuladores e prejudica o setor produtivo do país. E não foram apenas os trabalhadores que criticam a decisão do Copom e a política de juros do BC. Para a Fiesp e a Ciesp (Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), aumentar os juros para conter a demanda significa impedir o crescimento. “Reduzir despesas é mais adequado do que, simplesmente, penalizar a sociedade e segurar o crescimento do país. A despesa líquida total da União subiu 13,3% no ano passado e, para 2008, o governo já autorizou um aumento de 16,37%”, afirmou, em nota oficial, o presidente das entidades, Paulo Skaf.A alta dos juros também não agradou a CNI (Confederação Nacional da Indústria). “As pressões existentes sobre a inflação, que se originam dos preços internacionais dos alimentos e das commodities, estão obviamente a salvo do alcance da política monetária doméstica. É preciso que haja outros instrumentos para o controle da inflação”, afirmou.Nessa terça-feira (10), o vice-presidente da República, José Alencar, também fez críticas à política de juros altos. Segundo ele, a política monetária adotada pelo governo inibe o consumo e os investimentos necessários para manter o atual crescimento econômico do país. Para Alencar, a política monetária restritiva aplicada no Brasil não é a mais correta para combater a inflação.Fonte: Vermelho 

COMENTÁRIO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Categorias

Artigo
Ciência
COVID-19
Cultura
Direitos
Educação
Entrevista
Eventos
Geral
Mundo
Opinião
Opinião Sinpro Minas
Política
Programa Extra-Classe
Publicações
Rádio Sinpro Minas
Saúde
Sinpro em Movimento
Trabalho

Regionais

Barbacena
Betim
Cataguases
Coronel Fabriciano
Divinópolis
Governador Valadares
Montes Claros
Paracatu
Patos de Minas
Poços de Caldas
Pouso Alegre
Sete Lagoas
Uberaba
Uberlândia
Varginha