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Nenhum direito a menos!

15 de março de 2010

Centenas de professores em todo o estado participaram da assembleia unificada no último dia 6 de março, para avaliar a campanha reivindicatória 2010.  Em Belo Horizonte, uma nova assembleia foi marcada para o dia 20 de março, às 10 horas, no Sinpro Minas (Rua Jaime Gomes 198 – Floresta), quando a categoria decidirá sobre uma possível paralisação na rede privada, diante da contraproposta indecorosa feita pelo Sinep/MG.

Se nas últimas campanhas o patronal sempre sinalizou verbalmente sobre a  retirada das conquistas dos professores, desta vez o Sinep/MG até enviou a proposta por escrito e rubricada. Os donos de escolas querem reduzir o salário dos professores em 10% e alterar a cláusula de bolsas de estudo, entre outras perdas. Os professores decidiram que não vão aceitar nenhum direito a menos.Ouça a reportagem sobre a campanhaClique aqui para baixar o arquivo.A situação é grave. O grande nó nas negociações é que, havendo dissídio, o processo corre grande risco de não ser julgado devido à falta de comum acordo entre as partes para a instauração do processo, por causa da Emenda 45. Portanto, não há outra forma senão construir um movimento forte que pressione o patronal a fechar uma convenção que garanta a valorização dos professores. O Sinpro Minas convoca todos os professores e professoras para participarem da próxima assembleia  em defesa de suas conquistas.

Assembleia de professores da rede privada20 de março de 2010 • Sábado • 10 horasLocal: Sinpro Minas(Rua Jaime Gomes, 198, Floresta – BH)Pauta:Avaliação da campanha reivindicatória e indicativo de greve

Sete pecados patronaisContraproposta inaceitável apresentada pelo Sinep/MG na reunião do dia 10 de março/2010

  • AvarezaReajustar o salário em  3,5%, índice abaixo do INPC(4,3%), enquanto as escolas aumentaram as mensalidades em média em 8,5%.

  • IraReduzir o salário dos professores em 10%, rebaixando o Adicional Extraclasse de 20% para 10%.  Acabar com a horaextra para reuniões pedagógicas.

  • InvejaLimitar o Adicional por Tempo de Serviço em 5%, independentemente de quantos anos de efetivo na escola.  Atualmente o quinquênio acumulado pode chegar a 25%.

  • VaidadeExtinguir a garantia de salário. Fim da estabilidade parcial para os professores.

  • GulaExcluir o ensino superior e posterior das férias de janeiro, transferindo as férias para 1 a 30 de julho.Eliminar o piso da educação infantil (zero a 3 anos) e colocar como objeto de livre contratação.

  • LuxúriaExtinguir o direito à bolsa de estudo para os professores de fora da casa.Mudar os critérios de distribuição das bolsas de estudo, que atualmente é feita pelo Sinpro Minas, conforme decisão dos professores em assembleia.  Dessa forma, a escola distribuiria a bolsa para quem ela quiser.

  • PreguiçaRecusar-se a discutir a pauta de reivindicações dos professores sobre a valorização da categoria e a melhoria das condições de trabalho e da qualidade da educação.

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