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No Senado, mulheres são poucas e muitas precisaram de ajuda

8 de janeiro de 2015

Além de ocupar apenas 14,8% das 81 cadeiras no Senado, apenas quatro das 12 senadoras do País chegaram ao cargo após construir uma carreira política. As outras oito parlamentares se tornaram senadoras por meio de padrinhos já inseridos na vida política ou por serem suplentes de outros senadores.

 O Amazonas, único Estado a possuir duas mulheres no Senado, vive os dois lados deste perfil político, com Vanessa Grazziotin (foto) e Sandra Braga.  
 O Amazonas, único Estado a possuir duas mulheres no Senado, vive os dois lados deste perfil político, com Vanessa Grazziotin (foto) e Sandra Braga.

 

O Amazonas, que a partir de 1° de fevereiro será o único Estado brasileiro a possuir duas parlamentares no Senado, vive os dois lados deste perfil político. De um lado, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), militante desde estudante, foi vereadora em Manaus entre 1989 e 1998, migrando em seguida para a Câmara Federal, onde permaneceu de 1999 a 2011.

Antes disso, em 2004, concorreu à Prefeitura de Manaus, obtendo a terceira colocação entre os candidatos. Em 2010, elegeu-se senadora pelo Amazonas, cargo que ocupa atualmente.

Do outro lado, temos Sandra Braga (PMDB), nunca eleita para um cargo público, que assumiu no dia 1° deste mês a vaga no Senado como suplente do marido, Eduardo Braga (PMDB), que foi nomeado ministro de Minas e Energia.

Sandra tem 55 anos e nunca concorreu a um mandato. Ela é empresária e tem três filhas. Entre 2003 e 2010 foi primeira-dama do Amazonas.

Além da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), outras três parlamentares chegaram ao Senado após construírem uma carreira sólida na política. Formada em economia, Lídice da Mata (PSB), é a primeira senadora eleita pelo Estado da Bahia. Em sua carreira política foi deputada federal por duas vezes. Antes, foi vereadora e prefeita de Salvador e deputada estadual duas vezes.

Marta Suplicy (PT), senadora eleita pelo Estado de São Paulo em 2010, é filiada ao PT desde a década de 1980. Sua experiência em mandatos políticos teve início em 1995, quando foi eleita deputada federal. Foi eleita prefeita de São Paulo e ministra do Turismo no governo Lula.

Ana Amélia Lemos (PP) é senadora pelo estado do Rio Grande do Sul. A parlamentar ingressou na carreira política em 2010.

No dia 1° de janeiro, Regina Souza (PT), que já foi quebradeira de coco, foi empossada no cargo de senadora do Estado de Piauí. Aos 64 anos, ela assumiu depois que o titular do cargo, Welligton Dias, elegeu-se governador. A petista é um dos nomes mais respeitados dentro da sigla e vai engrossar a lista das senadoras que construíram sozinha sua trajetória política.

Pouca representação

A composição do Senado é baseada em três vagas para cada estado, em um total de 81 parlamentares. Dos 27 estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, apenas 11 possuem senadoras.

A região que reúne a maior bancada de senadoras também é a que possui maior quantidade de estados – o Nordeste, com quatro senadoras. Em segundo lugar vem a região Norte, com sete estados e três parlamentares.

O Sudeste, com quatro estados, possui duas senadoras. Já a região Centro-Oeste e a Sul, respectivamente, com três estados, contam com uma senadora cada.

Com este resultado, 16 estados brasileiros, hoje, não possuem bancada feminina no Senado.

Fonte: Portal Vermelho
Da Redação em Brasília com informações do Jornal A Crítica

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