Notícias

Nota de repúdio ao retorno às aulas em Uberaba

1 de outubro de 2020

Olá, Professor/a,

Chegou outubro, mês dedicado à Educação.

Como se sabe, o Conselho Municipal de Educação é um órgão normatizador da política pública de educação básica (séries iniciais) e delibera sobre as questões inerentes ao funcionamento das escolas, inclusive aprovando ou não a habilitação para o funcionamento de cada instituição.

Os discursos desrespeitosos e sem ética do Governador Zema e do Prefeito de Uberaba, Paulo Piau, alinhados com o irresponsável governo federal (que defende o dinheiro em detrimento da vida), ao dizerem que as aulas presenciais em escolas públicas devem retornar no próximo dia 19, desqualificam os/as colegas professores/as ao afirmar que por serem a favor da vida não têm compromisso com a educação, merece de todos nós uma manifestação de repúdio e desprezo e ainda a exigência de imediata retratação visando reparar esse ato politiqueiro, rasteiro e vulgar.

No caso específico de Uberaba, fica claro que a questão é meramente eleitoral. Pois as Escolas Particulares já decidiram que não retornarão aulas presenciais neste ano visando proteger alunos e familiares dos riscos da contaminação pelo Coronavírus e sabe-se que esses alunos, naturalmente, pertencem a uma classe social com melhores condições econômicas. Na sequência, o Governo Municipal quer impor, ao nosso ver pelos motivos citados acima, o retorno voluntário das aulas presenciais nas escolas públicas de nossa cidade (ressalto aqui que alunos das escolas públicas têm, naturalmente pior condição econômica).

O prefeito tem esse poder legal. Porém, o que eu questiono e gostaria que toda a sociedade uberabense questionasse é o seguinte:

1. Qual o motivo da ruptura de diálogo com representantes legítimos da política pública mais importante da cidade, que é a Educação?

2. Por que esse desrespeito com a categoria profissional que mais tem trabalhado e se desdobrado em todos os aspectos. Inclusive com sacrifícios financeiros, ao afirmar publicamente que “professor que não defende o retorno presencial das aulas não tem compromisso com a educação”?

3. Ao exigir o retorno das aulas presenciais no município, mesmo que de forma voluntária, fica evidenciado o desprezo e o descaso com a população mais carente. Pois alunos e familiares de escolas particulares já estão protegidos pela decisão das próprias escolas e alunos e familiares de escolas públicas, juntamente com professores e professoras da Rede Pública, caso se mantenha essa decisão, ficarão na linha de risco do Coronavírus e consequentemente da morte?

Fica o questionamento, o meu protesto e a disposição de dialogar para que, juntos, possamos chegar a um termo que garanta a vida, a igualdade e o respeito. E que o oportunismo político eleitoral que se apresenta seja totalmente rechaçado.

Os/as professores/as exigem respeito!

Marcos Gennari
Diretor do Sinpro Minas

COMENTÁRIO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Categorias

Artigo
Ciência
COVID-19
Cultura
Direitos
Educação
Entrevista
Eventos
Geral
Mundo
Opinião
Opinião Sinpro Minas
Política
Programa Extra-Classe
Publicações
Rádio Sinpro Minas
Saúde
Sinpro em Movimento
Trabalho

Regionais

Barbacena
Betim
Cataguases
Coronel Fabriciano
Divinópolis
Governador Valadares
Montes Claros
Paracatu
Patos de Minas
Poços de Caldas
Pouso Alegre
Sete Lagoas
Uberaba
Uberlândia
Varginha