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Nota de repúdio ao verbete do Google

A direção do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas) manifesta-se estarrecida com um dos significados da palavra “professora” que aparece na ferramenta de busca do Google, o qual descaracteriza a profissão e desqualifica o lugar do “feminino” na mesma.
Assim, repudiamos tal significado, ainda que seja atribuído a um brasileirismo informal do país, como cita a ferramenta. Em nada se justifica desqualificar a profissão docente ou, além, tratar o substantivo no feminino de forma indigna e explicitamente misógina.

Considerando que vivemos um momento histórico em que a educação brasileira e os/as professores/as são violentamente atacados/as no âmbito das políticas municipais, estaduais e federais, essa desinformação, preconceito e/ou deturpação do significado de nossa profissão – por atacar de forma machista as professoras – deixa-nos ainda mais indignados.

Ainda que a palavra professora seja dicionarizada pelo renomado Aurélio também da mesma forma, a rebaixar o significado, e que mesmo que haja o chamado regionalismo, tal significado deveria ser abolido pelo Google e pelo Dicionário Aurélio em respeito à importância de nossa profissão para o desenvolvimento do país e, mais ainda, em respeito às mulheres, que são maioria em nossa categoria e lutam por igualdade de direitos, mesmo sofrendo diariamente preconceitos de gênero numa sociedade que favorece o masculino em detrimento do feminino.

Tal significado não faz parte de um ambiente acadêmico e/ou escolar e sequer produz uma informação sadia a quem quer que esteja procurando significados e verbetes.

Reiteramos que sempre lutaremos em defesa da dignidade e respeito aos professores e professoras e destacamos o conceito de professor/a presente na nossa convenção coletiva de trabalho:

“Professor/a: profissional responsável pelas atividades do magistério que tenha por função ministrar aulas práticas ou teóricas ou desenvolver, em sala de aula e fora dela, as atividades inerentes ao magistério, de acordo com a legislação de ensino”.

Para além do verbete formal em questão, entendemos a educação em um sentido dialético, de trocas de saberes, o que nos faz valermos, também, do significado poético explicitado pelo escritor João Guimarães Rosa para nossos/as mestres/as:

“Mestre não é quem sempre ensina. Mas, também, quem de repente aprende.” J. G. Rosa

Exigimos valorização e respeito!

Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais

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