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Nova diretoria participa de seminário sobre negociações coletivas

2 de março de 2024

O Sinpro Minas deu início na manhã de sábado (2) ao 1º Seminário da Diretoria (Gestão 2024-2028) com o tema “Negociações coletivas, formas de enfrentamento e direitos dos professores: perspectivas para o próximo quadriênio”.

 

A Campanha Reivindicatória 2024/2025 foi lançada no final de 2023, e é o primeiro desafio da diretoria recém empossada. “Pensamos ser importante e necessário fazer um debate sobre onde estamos e para onde precisamos caminhar”, explica Valéria Morato, presidenta do Sindicato. “É fundamental conhecer os elementos de uma campanha, desde como se organiza o patronal até quais os componentes jurídicos que permeiam uma negociação coletiva”.

 

O Seminário teve início com o debate “Conjuntura e Sindicalismo: História e Perspectivas”, com o  jornalista do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges. 

 

Para Altamiro, a nova diretoria assume após um período difícil. “O golpe de 2016 atingiu diretamente os trabalhadores e o movimento sindical, com a aprovação da ‘deforma’ trabalhista, do teto de gastos, da reforma previdenciária”, afirma. “Foi um golpe de novas características, que preparou o terreno para a ascensão do fascismo no Brasil”.

 

Apesar das dificuldades, ele vê um cenário de expectativas positivas, como acriação das comissões interministeriais para debater a uberização dos trabalhadores e para discutir a contribuição sindical e as negociações coletivas. “Precisamos aproveitar o momento para fortalecer a luta dos trabalhadores, pensar em formas de aumentar a sindicalização. Democracia forte só existe com movimento sindical forte”.

 

Na segunda mesa da manhã, “Sindicalismo Docente na Rede Privada e cenário do patronal em nível nacional”, o coordenador-geral da Contee, Gilson Reis, fez uma retomada das lutas do sindicalismo docente. “Quando fazemos uma leitura do processo histórico e da luta política do país, um dos pilares de ataque aos momentos de ruptura democrática foi a educação”.

 

Para Gilson, a partir de 2016 houve um crescimento da participação dos setores militares e religiosos nas políticas de Educação, além do aprofundamento e expansão da gestão pedagógica e financeira do setor privado dentro do setor público. “São empresas que disputam fundos públicos para difundir seus produtos entre as escolas”.

 

Ele elencou algumas estratégias para reverter a situação, conquistadas no primeiro ano do governo Lula, como a retomada do FNE (Fórum Nacional da Educação), a construção da Conae (Conferência Nacional de Educação) e do Plano Nacional de Educação.

 

O 1º Seminário da diretoria eleita do Sinpro Minas (Gestão 2024-2028) vai até domingo (3). A nova diretoria foi empossada nesta sexta-feira (1º).

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