Notícias

Número de mulheres vítimas de agressão doméstica cresceu 61%

12 de junho de 2017

O percentual de mulheres que se identificaram como vítima de violência doméstica subiu 61% de 2015 a 2017, segundo a sétima edição do Relatório Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizado pelo instituto de pesquisa DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência.

O relatório foi baseado em entrevistas com 1116 mulheres realizadas entre 29 de março e 11 de abril.

Este resultado gera uma série de questionamentos uma vez que não se pode afirmar com certeza se o aumento se deve a um crescimento no número de agressões ou a uma maior conscientização das mulheres, que passaram a denunciar as agressões de seus maridos.

Para Roberta Viegas, consultora legislativa e coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência, houve uma mudança no pensamento das brasileiras. “A noção de que agressão não é um ato de carinho é muito nova. A percepção das mulheres está mudando”, comenta.

Outro dado preocupante se refere à Lei Maria da Penha. A pesquisa revelou que, apesar de todas as mulheres entrevistadas já terem ouvido falar da Lei, 77% delas sabem pouco sobre ela. Sobre sua aplicação, 53% a classificam como “parcialmente protetora”.

A coordenadora do Observatório avalia que faltou investimento na divulgação dos trâmites legais após a euforia do sancionamento da lei. “É preciso educar as mulheres para que elas conheçam a lei e seus procedimentos”, declarou.

Políticas públicas

Não há perspectivas de que a situação dessas vítimas melhore. Em março, mês internacional da mulher, o governo golpista de Michel Temer reduziu em 61% a verba para atendimento à mulher em situação de violência. Com o corte, o orçamento destinado à assistência passou de R$ 42,9 milhões para R$ 16,7 milhões.

No mesmo mês, o governo federal removeu recursos das políticas de incentivo de autonomia das mulheres após uma redução de 54% no orçamento. Apenas R$ 5,3 milhões estão disponíveis para o setor.

Série histórica

O objetivo do estudo, que é realizado bianualmente desde 2005, é descobrir quais são as percepções das brasileiras acerca da violência contra as mulheres no país.

De acordo com Viegas, esta é “a única pesquisa no Brasil que mantém um acompanhamento em série histórica”, e nasceu um ano antes da promulgação da Lei Maria da Penha.

BF5

34837725790_d6af70a6a8_o

BF7

Fonte: Brasil de Fato

COMENTÁRIO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Categorias

Artigo
Ciência
COVID-19
Cultura
Direitos
Educação
Entrevista
Geral
Mundo
Opinião
Política
Programa Extra-Classe
Publicações
Rádio Sinpro Minas
Saúde
Sinpro em Movimento
Trabalho

Regionais

Barbacena
Betim
Cataguases
Coronel Fabriciano
Divinópolis
Governador Valadares
Montes Claros
Paracatu
Patos de Minas
Poços de Caldas
Ponte Nova
Pouso Alegre
Sete Lagoas
Teófilo Otoni
Uberaba
Uberlândia
Varginha