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Debate sobre desmonte do estado brasileiro fez parte da reunião do Sinpro

5 de julho de 2016

As campanhas reivindicatórias dos/as professores/as e a conjuntura política do país foram temas de debates na reunião geral da diretoria do Sinpro Minas, realizada no dia 2 de julho, em Belo Horizonte. O desmonte do estado brasileiro esteve em destaque na fala dos participantes.

A presidenta do Sinpro Minas Valéria Morato falou sobre os retrocessos no governo golpista de Michel Temer e citou a ligação entre o ministro escolhido para a pasta da Educação e grupos da educação privada. Ela relacionou as tentativas de retirada de direitos dos/as trabalhadores/as com a campanha reivindicatória dos/as professores/as. Segundo dados do Dieese, a análise das negociações de trabalhadores em 2015 mostra o parcelamento do reajuste de várias categorias, pelo INPC. Em 2016, 30 categorias receberam reajuste com parcelamento e 76 com reajuste abaixo do INPC. “Tivemos pequenas vitórias, ao fechar algumas convenções coletivas, nas diversas regiões do estado, sem prejuízo para os professores”, afirmou.

O diretor do Sinpro Minas, Gilson Reis, fez uma uma análise sobre o documento do PMDB denominado Uma ponte para o futuro, que apresenta uma proposta liberalizante derrotada com a vitória de Dilma nas urnas em 2014. Ele também abordou as articulações do deputado Eduardo Cunha e do presidente provisório Michel Temer, juntamente com as forças ligadas aos setores financeiro e midiático que promovem o golpe em curso no país.

reuniao-diretoria

Segundo Gilson, as propostas de Temer são imensamente prejudiciais aos mundos do trabalho, à educação e à previdência pública. Ele comparou os três pilares que sustentam a macroeconomia do país (as políticas fiscal, tributária e cambial) entre as adotadas pelo governo Dilma (positivas para o país e que enfrentou o capital financeiro) e as do governo golpista (prejudiciais à nação e que se alia ao capital financeiro). Por fim, analisou as consequências das políticas adotadas pelo governo golpista para a Educação, como a terceirização e a privatização das escolas e universidades públicas; a entrega do Pré-Sal às empresas multinacionais do setor e que, com isso, a educação poderá perder bilhões; o fim da aposentadoria especial para os professores entre outros prejuízos.

No debate, os diretores falaram do movimento “volta Dilma”, da necessidade de reformas, do desmonte do estado brasileiro, dos caminhos a serem percorridos e dos problemas complexos a serem enfrentados no próximo período, que devem ser enfrentados com o povo na rua. Também foi lembrada a importância de eleger nas próximas eleições representantes dos/as trabalhadores/as, comprometidos/as com um projeto de desenvolvimento do país com valorização do trabalho.

Gilson Reis encerrou sua análise, falando sobre as Propostas de Emenda à Constituição prejudiciais aos/às trabalhadores/as. Segundo ele, é preciso ter foco na campanha fora Temer e apoiar um plebiscito. “É preciso derrubar este governo golpista e é possível a volta da Dilma. É necessário repactuar o nosso campo, aglutinar forças, ampliar a democracia, denunciar o projeto da escola sem partido, entre outras ações”.

Fotos: Messias Telecesqui

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