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O futuro do planeta é debatido na Rio+20 e Cúpula dos Povos

20 de junho de 2012

A reunião dos chefes de Estado na Rio+20 (Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável), no Rio de Janeiro, foi aberta oficialmente nessa quarta-feira, pela manhã, momento em que o Brasil assumiu a presidência do evento.

Durante a reunião, os líderes mundiais terão direito a discursar por cinco minutos, entre eles os presidentes da França, François Hollande, e do Paraguai, Fernando Lugo. Eles terão até sexta (22/6), dia em que o evento se encerra, para discutir e aprovar um documento final com as propostas.

Paralelamente, acontece desde 13 de junho, no Aterro do Flamengo, a Cúpula dos Povos, evento organizado pela sociedade civil. O presidente do Sinpro Minas, Marco Eliel Santos de Carvalho, e o diretor Mateus Freitas, juntamente com a equipe de Comunicação do sindicato estiveram no Rio de Janeiro para participar e cobrir os eventos que acontecem 20 anos depois da ECO 92, um dos principais marcos para a conscientização ambiental no mundo. A cobertura será exibida em reportagens especiais do programa de TV do Sinpro Minas, o Extra-Classe.

Antecederam a Conferência oficial etapas preparatórias para a discussão de um documento base que será aprovado pelos chefes de estado. O documento receberá contribuições da sociedade civil, que votou 30 propostas após os debates realizados durante o evento Diálogos Sustentáveis, ocorrido no Riocentro. Participante dos diálogos, o sociólogo Boaventura Souza Santos reafirmou a sua descrença quanto aos resultados efetivos da Rio+20. “Os problemas do capitalismo não podem ser resolvidos com mais capitalismo”, disse.

Enquanto na pauta da Ri0+20 o debate gira em torno da economia verde, governança global e financiamentos para as ações referentes ao programa de desenvolvimento sustentável, a tônica da Cúpula dos Povos é a denúncia contra a mercantilização e financeirização da natureza.  O Comitê facilitador da sociedade civil para a Rio+20 e Cúpula dos Povos afirma que as principais decisões da Rio+20 já chegarão em um pacote pronto e definido pela reunião do G20 realizada no México nos dias 18 e 19 de junho.

Para os movimentos sociais e populares que participam da Cúpula dos Povos, a economia verde é uma tentativa das corporações legitimarem a supressão de direitos e a apropriação privada da natureza para manterem seus lucros. A Cúpula denuncia as causas estruturais da crise e a economia verde como mais uma falsa solução que aposta na mercantilização da natureza.  Carlos Painel, um dos organizadores da Cúpula dos Povos, explica que a solução para as crises ambientais não passa pela precificação da natureza. “Defendemos uma economia criativa, solidária e justa”, afirma. Ele acredita que só a sociedade civil pode pressionar os governantes a adotarem projetos realmente sustentáveis. A mensagem da Cúpula é que as soluções reais e os novos paradigmas já estão em construção pelos povos.

Pessoas de várias partes do mundo estão reunidas no Aterro do Flamengo, onde uma série de debates acontece simultaneamente, totalizando cerca de 800 atividades que serão levadas para as plenárias de convergências da Cúpula. Mulheres, povos indígenas, sem-terra, ongs ambientais, jovens, pessoas de várias classes sociais se misturam numa grande festa em defesa de mudanças para o planeta. Além da crítica ao capitalismo, a Cúpula reafirma as lutas contra a mercantilização e privatização da natureza, a favor da justiça socioambiental, de uma governança global democrática e da defesa dos bens comuns da humanidade.

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