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Pais ficam reféns dos altos preços das mensalidades escolares

26 de março de 2012

Acumulado dos últimos dez anos atinge 129% frente a uma inflação de 83% no período; alta de 2012 será de 12%

As famílias que mantêm os filhos estudando nas escolas particulares têm ficado reféns dos preços praticados pelas instituições de ensino. Desde que entrou em vigor a Lei das Mensalidades Escolares, em 1999, as instituições de ensino têm reajustado sucessivamente as mensalidades acima da inflação.

Entre janeiro de 2002 e setembro de 2011, por exemplo, a inflação apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais, ficou acumulada em 83,15%. No mesmo período, o reajuste praticado pelas escolas de ensino médio de Belo Horizonte chegou a 129%. Nas instituições de nível fundamental, o aumento foi de 116,45%. No pré-escolar, a alta atingiu 100,91%.

Para 2012, a previsão é de que as mensalidades fiquem 12% mais caras. O percentual é quase o dobro do teto da inflação prevista para o ano no Brasil: 6,5%.

Segundo o presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG), Emiro Barbini, três fatores devem impactar o preço das mensalidades em 2012: a mudança na data-base dos do professores, que passou de fevereiro para abril, o reajuste de professores e funcionários e o aumento do salário mínimo, previsto em 13, 6% .

“Mesmo que o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do IBGE), usado para corrigir os salários, fique em 9,5 % no acumulado de 12 meses, as escolas terão que calcular o percentual de reajuste levando em conta 14 meses, devido à mudança da data-base, o que vai elevar o percentual de reajuste para 12%”, aponta Barbini.

O presidente do Sinep explica que o índice que reajusta os salários dos professores não é o único utilizado para calcular a variação sobre as mensalidades. “As escolas fazem melhorias que influenciam diretamente no aumento da qualidade pedagógica e que acabam embutidas no cálculo do reajuste.

Também é preciso levar em conta que as escolas têm despesas diferentes com professores e funcionários”, pondera. O administrador Sérgio Nascimento, pai de Mariana, de 9 anos, e de Thayna, de 5 anos, ainda não recebeu o boleto para a matrícula do ano que vem. Neste ano, ele tem desembolsado cerca de R$ 600 com as mensalidades das filhas.

Ele concorda que as famílias enfrentam dificuldades para bancar os valores cobrados pelas escolas. “Na mensalidade da Mariana, tenho um desconto de 20%. Se não tivesse o desconto, teria que cortar nas despesas com lazer, como passeios e saídas para jantar fora, para conseguir arcar com todas as despesas”, relata Nascimento.  Fonte: Jornal Hoje em Dia / 9/10/2011

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