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Participação das mulheres nas entidades sindicais ainda é baixa

3 de maio de 2011

O VII Encontro de Gênero da CONTEE, realizado em São Paulo, nos dias 13 e 14 de abril, trouxe uma importante discussão à baila: a participação das mulheres nas entidades filiadas à CONTEE. O debate teve como base uma ampla pesquisa realizada pela Confederação, que levantou o número de homens e mulheres que compõe as diretorias dos sindicatos e federações filiados. A categoria de trabalhadores em educação é majoritariamente feminina. Segundo pesquisa do Ministério da Educação, realizada em abril de 2010, as mulheres são 50% entre professores do ensino superior; 71% do ensino médio; e 85% do ensino fundamental. Entretanto, essa representatividade ainda não se reflete nas organizações sindicais. E essa é uma realidade recorrente no movimento sindical, onde a participação feminina ainda é limitada em muitas categorias. Entre os dados apresentados no Encontro, foi constato que, entre os 1838 dirigentes que formam as diretorias das 81 entidades filiadas à Confederação, 60,07% são homens e 39,93% mulheres. A diferença torna-se ainda mais expressiva quando focamos a participação das companheiras nos cargos de presidência e coordenação das entidades. Nestes casos, os homens ocupam 78% dos postos de direção das entidades. Para a Secretária de Gênero e Etnia da CONTEE, Nara Teixiera, apesar a eleição da presidenta Dilma Rousseff, o Brasil ainda precisa avançar muito para garantir às mulheres igualdade na ocupação dos espaços sociais. “No mundo do trabalho, a mulher ainda tem que conviver com o absurdo das diferenciações salariais, além de outras discriminações”, ressaltou Nara. Segundo a Secretária, a desigualdade não se dá de forma linear entre os diversos setores do mundo do trabalho e existem contrastes expressivos. “As mulheres representam 39,3% da força de trabalho na indústria nacional; 26,1% na agricultura; e apenas 6,3% na construção civil. Infelizmente, alguns “tabus” ainda sobrevivem em pleno século XXI. Somos 77,6% nos serviços domésticos, de acordo com o Dieese”, destacou.Contudo, a luta das mulheres nos movimentos sociais e sindicais não se limita à questão de gênero, como destaca a dirigente: “ao lado da justa luta pelos direitos da mulher, nós, mulheres sindicalistas, também temos que desenvolver a luta por maior justiça social, pela construção de uma sociedade igualitária para todos e todas. E entrelaçar de forma eficaz essas bandeiras é o grande desafio para as mulheres conscientes de seus direitos”, finalizou.

Fonte: Contee

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