
Desde a última segunda-feira (1º) petroleiros da Bahia e Rio Grande do Norte iniciaram uma intensa jornada de luta e resistência contra a venda dos campos terrestres e os desinvestimentos da Petrobras nessas regiões. Nas diversas bases, a categoria promove paralisações e busca intensificar a mobilização para a construção de uma greve nacional forte e unificada.
No Rio Grande do Norte, o estopim do movimento está sendo o campo de Canto do Amaro, um dos maiores do país, situado na região oeste do Estado. Nessa área, petroleiros e petroleiras cruzaram os braços a partir da zero hora. Nas demais bases, a orientação do Sindicato de suspensão da emissão de Permissões de Trabalho vem sendo acatada pelos trabalhadores.
O movimento grevista repudia a decisão da Petrobrás de vender 104 concessões de exploração e produção de petróleo e gás, em diversos estados do país. No RN, a companhia está colocando à venda 38 concessões, sendo 34 no Polo Riacho da Forquilha e quatro no Polo Macau. Juntas, segundo estimou o coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte (Sindipetro-RN), José Araújo, elas geram uma riqueza avaliada em 230 milhões de dólares por ano, promovendo o desenvolvimento de municípios e estados, por meio da geração de empregos, pagamento de royalties e ISS.
Para o secretário geral, Pedro Lúcio, a greve atual tem características diferentes das anteriores. “No momento, nosso objetivo é aglutinar forças, unindo a categoria em atos e manifestações capazes de sensibilizar a sociedade civil e a chamada classe política”.
Por isso, informa Pedro Lúcio, “além das paralisações nas bases operacionais e administrativas, estamos cumprindo uma agenda de audiências públicas nas câmaras municipais e prefeituras, reforçando a importância da atuação da Petrobrás para o desenvolvimento social e econômico do Rio Grande do Norte e dos demais estados afetados”.
A estratégia desenhada para essa paralisação visa, principalmente, denunciar as ameaças de privatização da Petrobrás e angariar apoio da sociedade para uma luta de resistência mais ampla, que exigirá unidade e firmeza dos trabalhadores e do povo.
Como destaca o petroleiro e secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, que participou na manhã desta sexta-feira da mobilização em Mossoró (RN). “Estamos intensificando nossa ação política contra a privatização da Petrobras, travestida pela venda de seus ativos. O golpe político no Brasil está permitindo o retorno com força da concepção liberalizante, privatista e antinacional no país. Acumularemos forças e resistiremos contra essa investida”, afirmou o dirigente.
Fonte: Portal CTB
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