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Professores/as da Unincor voltam às atividades, mas seguem em estado de greve

13 de maio de 2022

Professores e professoras da Unincor, reunidos/as em assembleia virtual realizada na última quinta-feira, 12/05, decidiram pela suspensão temporária da greve, diante dos acordos firmados com a instituição, a partir das reivindicações da categoria, inclusive com mediação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Para que os/as professores/as voltassem às atividades, ficou determinado que não haverá corte de ponto, nem perseguição aos/às docentes que aderiram ao movimento grevista. Além disso, ficou acordada a formação de um grupo interdisciplinar, composto por professores/as e estudantes, para o acompanhamento da gestão, a garantia do pagamento dos salários até o 5º (quinto) dia útil de cada mês e a retomada do recolhimento regular dos depósitos do FGTS e do INSS. É importante lembrar que, com a mobilização da categoria, também foi conquistado o pagamento dos salários atrasados e férias. No entanto ainda falta os professores receberem um terço de férias, e o restante das parcelas do 13° salário.

Vale ressaltar que, mesmo com a volta às atividades, os/as professores/as seguem em estado de greve, que pode ser retomada a qualquer momento, caso a instituição não cumpra com os acordos firmados.

A greve, iniciada no dia 5/4 deste ano, foi uma resposta ao descaso da Unincor com relação aos direitos dos/as professores/as. Há mais de dez anos, a universidade atrasa frequentemente ou não paga salários e verbas rescisórias, negligente também com o depósito do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), do INSS dos/as trabalhadores/as, além do descumprimento de outros direitos previstos na CCT (Convenção Coletiva de Trabalho).

Conquistas e mobilização

A suspensão temporária desta greve é um avanço muito importante para a categoria, diante de um histórico de tanto descaso e perda de direitos. Para a presidenta do Sinpro Minas, Valéria Morato, além das conquistas reais, o movimento grevista também deixa um legado de diálogo com a sociedade sobre a valorização docente. De fato, a mobilização da categoria extrapolou os limites da instituição e teve uma grande repercussão nos meios de comunicação. Além disso, contou com o importante apoio da comunidade escolar, estudantes e familiares.

“A luta não termina aqui. Sabemos que é preciso seguir em mobilização para que todos/as os direitos dos/as professores/as sejam garantidos. Esse movimento deixa um aprendizado essencial para todos e todas nós: só com união, podemos lutar e garantir nossos direitos”, afirma Valéria.

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