
Em assembleia realizada nesta terça-feira (22/9), professores de escolas particulares de Belo Horizonte e região decidiram suspender a greve da categoria e retomar as atividades a partir desta quarta-feira.
Os docentes consideraram o movimento vitorioso, porque agora as reivindicações da categoria serão julgadas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que reconheceu a legitimidade da greve.
Na assembleia, os professores recusaram a proposta do patronal apresentada na última audiência do TRT, que prevê alterar duas cláusulas da atual Convenção Coletiva: querem o fim da isonomia salarial e a mudança da indenização por redução de carga horária.
Os professores ressaltaram que as mudanças sugeridas pelos donos de escolas representam retrocessos nos direitos da categoria e já haviam sido rejeitadas em outras assembleias.
A categoria também voltou a rejeitar a proposta patronal de dividir a Convenção Coletiva de Trabalho em duas: uma para a educação básica e outra para o ensino superior.
Para os professores, a divisão enfraquece a capacidade de negociação coletiva e abre espaço a novos ataques a conquistas históricas, como as bolsas de estudos e a isonomia salarial.
A categoria também aprovou a manutenção do estado de greve e a realização de uma nova paralisação das atividades, no mesmo dia do julgamento no TRT, previsto para o início de novembro.
“Em função da greve, o impasse nas negociações e outras reivindicações dos professores agora serão julgados no Tribunal. Então foi um movimento extremamente vitorioso, e os professores estão de parabéns. Mostraram mais uma vez a força e unidade da categoria. Os docentes resistiram fortemente, inclusive a diversos casos de assédio e perseguição nas escolas. Quero aqui agradecer a todos e todas, aos apoios que recebemos de pais, alunos, responsáveis e diversas entidades e instituições. Foi uma luta por dignidade, que evitou perdas para uma carreira profissional que já enfrenta inúmeras adversidades”, destacou Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas.
A assembleia estava lotada, com a participação de mais de 700 professores de dezenas de escolas particulares de BH e região.
“Desde o início a categoria tem se mostrado aberta ao diálogo. Mas o patronal não quer negociar. Eles querem impor uma condição que é extremamente prejudicial à categoria”, afirmou Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas.
Ela ressaltou que a greve foi realizada para defender conquistas históricas da categoria, como as férias coletivas, o adicional extraclasse e a isonomia salarial.
Para a diretoria do Sinpro Minas, a greve da categoria também serviu para promover o debate na sociedade sobre as condições de trabalho dos professores de escolas particulares. “Essa é uma discussão que precisa envolver toda a comunidade escolar. Porque não existe escola de qualidade sem profissionais valorizados, respeitados e com condições dignas de trabalho”, disse a presidenta do sindicato.
Entidade filiada ao





O Sinpro Minas mantém um plantão de diretores/funcionários para prestar esclarecimentos aos professores sobre os seus direitos, orientá-los e receber denúncias de más condições de trabalho e de descumprimento da legislação trabalhista ou de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
O plantão funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
(31) 3115-3000
RUA JAIME GOMES, 198 – FLORESTA – BELO HORIZONTE/MG – CEP 31015-240
FONE: (31) 3115.3000 | SINPROMINAS@SINPROMINAS.ORG.BR