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Professores marcam assembleia com indicativo de greve para 10/9

28 de agosto de 2026

Em assembleia nessa quinta-feira (27/8), professores de escolas particulares de Belo Horizonte e região voltaram a rejeitar a proposta patronal de dividir a Convenção Coletiva da Categoria (CCT MG) em duas: uma para a educação superior e outra para a básica.

Eles reafirmaram a necessidade de manter a unidade da Convenção e aprovaram a realização de uma nova assembleia, com indicativo de greve, para o dia 10/9 (quinta-feira), com o objetivo de ampliar a mobilização. O local e horário da assembleia serão definidos em breve e informados à categoria.

“Foi uma assembleia expressiva e muito representativa. Professores de diversos níveis de ensino manifestaram extrema insatisfação com a postura do patronal, representado pelo Sinepe MG, e reforçaram os riscos que a divisão representa para a identidade docente e para os direitos históricos da categoria. Não se trata de uma especulação, é o que já ocorre em outros estados onde a separação foi feita. Em última instância, o que os donos de escolas querem é uberizar a nossa profissão”, ressaltou Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas.

Na assembleia, os docentes defenderam a renovação da Convenção atual, sem alterações, com reajuste salarial pelo índice da inflação (INPC), retroativo à data-base (1º de abril). A categoria também criticou fortemente a postura da PUC Minas, que tem se recusado a receber as bolsas de estudos dos professores.

A diretoria do Sinpro Minas ressaltou que a proposta patronal de dividir a Convenção tem dois objetivos principais: enfraquecer a luta por melhores condições de trabalho e ampliar os ataques aos direitos dos professores de todos os níveis de ensino. Com a divisão, conquistas históricas, como as bolsas de estudos e a isonomia salarial, estarão sob risco.

Durante a assembleia, a presidenta do Sinpro Minas destacou a força da categoria e relembrou momentos históricos, em que os professores mantiveram a união e a mobilização e evitaram a precarização dos direitos. “Tenho certeza que vamos, mais uma vez, mostrar a nossa capacidade de luta e unidade, assim como fizemos em anos recentes. As assembleias que fizemos demonstram isso. Os professores estão indignados com tanto desrespeito por parte do sindicato patronal. Queremos valorização e não aceitaremos retrocessos. Nenhum direito a menos!”, afirmou.

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