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Professores na Flórida são obrigados a esconder livros para escapar de acusações criminais

3 de fevereiro de 2023

Lei exige filtros de conteúdo em obras e aumenta cerco sobre educadores no estado de Ron DeSantis

Por Folha de S. Paulo

Um aviso distrital no estado americano da Flórida fez que professores de diversas escolas escondessem livros em salas de aula para escapar de acusações criminais.

Os educadores tentam se adequar a orientações emitidas nas últimas semanas pelo Departamento de Educação da Flórida. No dia 18 de janeiro, o órgão afirmou que bibliotecas de sala de aula “devem ser aprovadas e selecionadas por um especialista de mídia” —uma orientação ambígua que pode ser lida até um tipo de censura.

O aviso é uma implementação da lei que exige aprovação prévia do material a ser usado com os estudantes. A controversa norma do estado, que entrou em vigor em julho do ano passado, determina que os livros sejam apropriados para a idade, adequados às necessidades das crianças e livres de pornografia.

Já os “especialistas de mídia” citados no aviso distrital devem passar por um treinamento, que até o mês passado ainda não vinha sendo oferecido até o mês passado —o atraso fez com que algumas escolas da Flórida deixassem de comprar livros.

As restrições revoltaram pais e educadores, que foram às redes sociais publicar vídeos e fotos de estantes vazias. Em pelo menos dois condados do estado, escolas fecharam as bibliotecas em sala de aula, segundo o jornal The Washington Post. Marie Masferrer, membro do conselho da Associação para Mídia em Educação do estado disse que, em uma escola, as crianças começaram a chorar ao pedir que o diretor não pegasse os livros.

Apoiadores da medida também foram às redes sociais defendê-la. “Um professor (ou qualquer adulto) vai enfrentar uma acusação criminal se distribuir conscientemente material escandaloso, como imagens que retratam conduta sexual, agressão sexual, bestialidade ou abuso sadomasoquista. Quem poderia ser contra isso?”, afirmou pelo Twitter o comissário de Educação do estado, Manny Diaz. Ele nega que os professores tenham que esconder seus livros por causa da nova lei.

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