Notícias

Professores querem 10% de aumento e valorização profissional

16 de abril de 2014

Os professores de escolas particulares de Belo Horizonte reafirmaram a pauta de reivindicações da categoria e rejeitaram a proposta do sindicato patronal, que propõe um reajuste de 5,9%. Os docentes querem 10% de aumento, entre outras questões relacionadas à valorização da profissão e melhores condições de trabalho.

Foto: Professores querem 10% de aumento e valorização profissional

Em assembleia realizada no dia 15 de abril, os professores de escolas particulares de Belo Horizonte reafirmaram a pauta de reivindicações da categoria e rejeitaram a proposta do sindicato patronal, que propõe um reajuste de 5,9%. 
http://www.sinprominas.org.br/conteudos/detalhes.aspx?IdCanal=123&IdMateria=3108

Para a vice-presidente do Sinpro Minas, Valéria Morato, a pauta de reivindicações dos professores é viável, mas o patronal concentra a discussão apenas no reajuste. “As mensalidades sofreram reajuste médio de 9%, desde o início do ano. Contudo, o Sinepe-MG oferece apenas o INPC. Em seis anos as escolas acumularam mais de 80% de aumentos, enquanto os salários chegaram a somente 46,5% de acréscimo. Os patrões têm obtido ganho real e não repassam aos trabalhadores um valor digno”. Segundo a diretora do Sinpro, é crescente a quantidade de docentes que pedem demissão das escolas. “A pressão é muito grande. O professor faz com que a escola cresça e seja reconhecida, mas ele não é valorizado e ainda sofre com a precarização e casos de assédio moral. Precisamos unificar e fortalecer a luta pela educação de qualidade e sem valorizar o professor isso fica impossível”, destaca Valéria Morato. De acordo com o diretor do Sinpro, Newton de Souza, a insatisfação da categoria é grande e está posto um desafio de melhorar as condições de trabalho e resgatar a valorização social. “A escola particular tem muitas fontes de recursos, isenções fiscais, convênios com FIES, Pronatec, venda de materiais, entre outras. É imprescindível pressionar pelo investimento no processo educacional, isso tem que ser colocado em primeiro lugar”.———————————————————————————–Pauta de reivindicações dos professores·    Aumento real: INPC + 3% de aumento real + PIB O reajuste pela inflação é o mínimo para recompor o poder de compra dos salários, somente com aumento real o salário dos professores pode atingir um patamar mais digno. E as escolas têm condições de atender essa reivindicação. De 2009 a outubro de 2013, o aumento das mensalidades escolares foi mais que o dobro da inflação medida pelo IPCA, que, acumulada, ficou em 29,96%, enquanto os reajustes médios das escolas particulares acumularam 66,84%, conforme dados divulgados no Jornal O Tempo (27/11/13).Conforme levantamento elaborado pelo Sinpro Minas, com base na pesquisa feita pelo Jornal o Tempo, pode-se concluir que as escolas ganharam com a diferença entre as mensalidades e os salários um total de 20,13%, índice que aponta quanto os salários ficaram defasados em relação ao valor que deveriam ter hoje. Ainda, se for considerada a relação adotada por lei (Lei 8170 de 17/01/1991), que permitia às escolas reajustarem suas mensalidades em 70% do índice aplicado sobre os salários e 30% do INPC, o reajuste salarial deveria ter sido 72,5% no período de 2009 a 2013 para possibilitar 66,84% nas mensalidades. Neste caso, a defasagem salarial seria de 24,21%, em relação ao reajuste praticado nas mensalidades entre 2009 a 2013. ·    Piso: Equiparar o piso da Educação Básica e unificar o piso da Educação Superior (BH/Interior) Anteriormente não havia distinção entre os pisos salariais da categoria. Hoje, os profissionais na educação infantil recebem por hora-aula um piso inferior ao que se paga por uma hora de estacionamento. É, portanto, urgente a recuperação do salário desse segmento. Também não há justificativa para a distinção dos pisos salariais de professores que trabalham no interior do estado, afinal a exigência de qualificação e as tarefas são as mesmas.·    Jornada: Elevar o adicional extraclasse de 20% para 1/3 da jornada As atividades dos docentes aumentaram significativamente, com correção e elaboração de provas, atividades extraclasse e para a internet, preparação de aulas e material de recuperação, lançamento de notas no diário virtual, enfim, uma grande quantidade de tarefas (muitas delas antes efetuadas pelos auxiliares) que consomem inclusive finais de semana e afetam a saúde dos professores. ·    Carreira: Alterar o adicional de quinquênio para triênio Nos planos de carreira, normalmente a progressão acontece a cada três anos. Dessa forma, antecipar o adicional que é de 5% a cada cinco anos para triênio representa maior valorização  dos professores. ·    Formação: Formação continuada; Adicional de 10% para especialização, 15% para mestrado e 20% para doutorado O investimento na formação contínua tem uma relação direta com a satisfação dos docentes e com a qualidade da educação. O aumento dos adicionais representa reconhecimento e incentivo para que os professores se qualifiquem cada vez mais.

COMENTÁRIO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Categorias

Artigo
Ciência
COVID-19
Cultura
Direitos
Educação
Entrevista
Eventos
Geral
Mundo
Opinião
Opinião Sinpro Minas
Política
Programa Extra-Classe
Publicações
Rádio Sinpro Minas
Saúde
Sinpro em Movimento
Trabalho

Regionais

Barbacena
Betim
Coronel Fabriciano
Divinópolis
Governador Valadares
Montes Claros
Patos de Minas
Poços de Caldas
Pouso Alegre
Sete Lagoas
Uberaba
Uberlândia
Varginha