Após a confirmação da saída de Cesar Callegari da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, os movimentos se organizaram para indicar um nome para o cargo que contemple uma pessoa ligada à defesa da educação pública, gratuita, laica, referenciada socialmente e sem interesses mercantilistas. No entanto, a possível nomeação de Cláudia Costin para a função provocou indignação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) e do Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (MIEIB), que publicaram cartas de repúdio.
Atual secretária de Educação do município do Rio de Janeiro, Cláudia Costin foi ministra da Administração e Reforma do Estado durante o Governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). De acordo com as entidades, ela é considerada privatista e foi diretora da Fundação Victor Civita, ligada ao Grupo Abril e à revista Veja. Setores da pedagogia do país manifestaram preocupação com a nomeação, apontando que Cláudia esteve à frente de funções ligadas ao desmonte do Estado brasileiro no Governo FHC.
Em nota, assinada, entre outros pedagogos, pelos professores Gaudêncio Frigotto e Maria Aparecida Ciavatta Franco, ambos da Uerj, eles ressaltam que “a privatização do ensino público, a fragmentação do trabalho docente, a perda da autonomia dos professores, a submissão estrita aos cânones neoliberais têm sido implementados por Cláudia Costin à frente da Secretaria Municipal da Educação na cidade do Rio de Janeiro”.
A nota também afirma que o “autoritarismo didático e de conteúdos” implementado pela secretária “ampliam o abandono da educação básica da grande maioria da população, historicamente relegada à carência de escolas e, mais recentemente, à desqualificação da educação nas escolas existentes”. Além disso, denuncia que, no Rio de Janeiro, “professores, gestores e funcionários têm sido alvo de aliciação pecuniária, os bônus financeiros, através de remuneração extraordinária pelo desempenho dos alunos, traduzido em um percentual de aprovação de alunos nas turmas e no conjunto da unidade escolar, como compensação aos baixos salários”.
Os professores ainda consideram que, “se confirmada Cláudia Costin à frente da Secretaria de Educação Básica, é esperada a descaracterização da educação fundamental e média com o apagamento do professor e do aluno como sujeitos históricos”. Por isso, uma petição pública está coletando assinaturas para dizer “Cláudia Costin, não!”.
Leia a petição contra a nomeação de Cláudia Costin para a SEB.
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