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PUC MinasEm audiência no MPT, Sinpro cobra esclarecimentos sobre demissões

20 de novembro de 2012

O presidente do Sinpro Minas, Gilson Reis, e as diretoras Celina Arêas e Marilda Silva participaram nesta terça-feira (20/11) de audiência com representantes da PUC Minas, no Ministério Público do Trabalho (MPT), em Belo Horizonte. A audiência foi solicitada ao órgão com o objetivo de obter esclarecimentos sobre as demissões de professores na instituição de ensino, previstas para o próximo mês.

O Ministério Público do Trabalho reafirmou o acordo feito na Superintendência Regional do Trabalho (SRT), na última sexta-feira, no qual os representantes da Universidade assumiram o compromisso de apresentar, em 26/11, a relação dos professores demitidos com a informação do tempo de serviço e os critérios da demissão.    A Procuradora do Trabalho Maria do Carmo Araújo propôs também que a mediação seja conduzida pela SRT, que já iniciou o processo, e também registrou em ata que, caso haja necessidade, nova audiência poderá ser solicitada.   

O presidente do Sinpro Minas criticou a postura da direção da Universidade e relatou o clima de insatisfação dos professores, diante da falta de informação sobre as demissões. “Esse processo de transparência inexistiu. Solicitamos reuniões [à PUC Minas], mas não obtivemos retorno”, afirmou Gilson Reis, durante a audiência no MPT. 

“Participei, como representante do Sinpro Minas, de assembleia no dia 22 de outubro, com cerca de 90 professores, e a questão central foi a falta de transparência. Existiu ou não uma lista? Quais foram os critérios?”, questionou a diretora Marilda Silva. 

A diretora Celina Arêas disse que, conforme denúncias da categoria feitas ao Sinpro Minas, o critério das demissões não seria pedagógico, e sim os professores com salários mais altos e com mais tempo de serviço. “Queremos saber os critérios. E não somente sobre as demissões. Há a redução de carga horária também”, afirmou. O pró-reitor de Recursos Humanos da Universidade, Sérgio Martins, admitiu que haverá cerca de 40 demissões, número que, de acordo com ele, está dentro da média histórica anual. Segundo ele, todas as demissões na instituição de ensino passam por três instâncias colegiadas – os departamentos, uma comissão central e a pró-reitoria de Recursos Humanos.

“Há uma tendência dos donos de escolas de demitir professores com mais tempo de casa. A questão não é só a quantidade, da qual discordamos. Queremos saber também os motivos das demissões, porque isso interfere na discussão”, criticou Gilson Reis, que alertou também os professores a não aceitarem qualquer tentativa de redução da carga horária que descumpra os critérios definidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Após a reunião na SRT, em 26/11, o Sinpro Minas convocará uma reunião com os professores para definir as medidas a serem tomadas.

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