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Região sudeste: professores querem ganho real

12 de abril de 2012

Os Professores da rede particular da região abrangida pelo Sinepe/Sudeste estão em campanha reivindicatória e vão realizar assembleias em várias cidades da região. A data-base da Categoria é 1º de fevereiro, mas até o momento não houve uma proposta de consenso nas negociações entre o Sinpro Minas e o sindicato patronal.

 

A próxima reunião de negociação acontecerá no dia 17 de abril e a data-base está garantida até o dia 27 deste mês. Para definir os rumos da Campanha Reivindicatória de 2012, que tem como slogan “Valorização começa com ganho real”, os professores realizarão várias assembleias neste início de abril em todas as cidades abrangidas pelo Sinepe Sudeste para discutir e deliberar sobre os rumos da Campanha Reivindicatória com proposta de indicativo de paralisação caso não sejam atendidas as reivindicações apresentadas.

 

Na avaliação do Sinpro Minas, as propostas patronais alteram substancialmente a CCT e colocam em risco direitos históricos da categoria. Propostas como segmentação da Educação Básica, por exemplo, vão contra um dos princípios defendidos pelo sindicato que é o de unificação de todos os pisos salariais da Educação Básica. Considerando que houve poucos avanços, a comissão de negociação do Sinpro Minas apresentou a seguinte proposta como forma de tentar um acordo para o fechamento da CCT: 

 

1. Renovação da atual CCT por dois anos;

 

2. Reajuste salarial de 10%, retroativo a 01/02/2012, considerando o INPC (5,63%)+ perdas salarias (1,43%) + ganho real;

 

3. Estabelecimento de um calendário de reuniões para negociação da contraproposta patronal ao longo de 2012, com possibilidade de aditamento à CCT, caso se estabeleça um acordo em torno dos pontos apresentados.

 

Desde que a Pauta de Reivindicações foi entregue no final de 2011, aconteceram sete reuniões entre o Sinpro Minas e o Sinepe/Sudeste. Na última reunião, ocorrida no dia 02/04, em Barbacena, o Sinepe ficou de apresentar uma contraproposta ao Sinpro, mas insistiu em não conceder ganho real aos Professores.

 

A categoria precisa se manter mobilizada para não permitir que direitos históricos sejam retirados e para garantir que os salários sejam reajustados com a recomposição da inflação mais ganho real.

 

Por isso, participe das assembleias!

 

 

Aumento das mensalidades justifica ganho real de salários

 

Conforme divulgou a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Esta­bele­ci­mentos de Ensino (Contee), os índices de reajustes de mensalidades praticados por diversas instituições de ensino pelo país, em 2012, foram muito acima da inflação.

 

Em Minas Gerais, pesquisa do site Mercado Mineiro mostra que as instituições de ensino superior da região reajustaram os preços das mensalidades em até 32,64%, enquanto o acumulado de janeiro a novembro de 2011 do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado para medir a inflação oficial do país, ficou em 5,97%. Na comparação com a fração do indicador cheio, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE: de janeiro a dezembro do ano passado, o IPCA-15 fechou em 6,56%. Ao todo, foram pesquisados 69 cursos de 21 instituições de ensino superior, sendo que 43 deles apresentaram índices acima da inflação.

 

O aumento das mensalidades denota o interesse das instituições de ensino em aproveitar o bom momento da economia, utilizando essa estratégia para ampliar as margens de lucro. Uma prática que deixa ainda mais difícil de entender a resistência da classe patronal em valorizar quem trabalha e reajustar os salários dos professores e dos técnicos administrativos, com ganho real. É bom lembrar que esse descompasso entre os reajustes aplicados às mensalidades e aos salários é histórico. Não se restringe apenas a este ano.

 

“Vivemos um momento da economia brasileira que é privilegiado, um momento em que o ambiente econômico é favorável aos ganhos salariais”, lembra Gilson Reis, presidente do Sinpro Minas. Estudos do Dieese mostram que o setor educacional tem acompanhado o crescimento da economia e os empresários do ensino têm se beneficiado disso para aumentar seus lucros. Os setores da economia que estão em crescimento repassam aos trabalhadores aumentos reais. Portanto, é justo que os professores recomponham o poder de compra dos seus salários, conforme a reivindicação da campanha salarial deste ano, que tem como slogan “Valorização começa com ganho real”.

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