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Sinpro Minas denuncia à vigilância sanitária colégio em Pouso Alegre

O Sinpro Minas denunciou o Colégio Objetivo, em Pouso Alegre, para o canal municipal de denúncias específicas relativas às escolas e para a vigilância sanitária, nesta terça-feira (01/06).

A instituição teve alunos/as e professores/as com sintomas confirmados para Covid-19, realizando apenas algumas suspensões e mantendo trabalhadores/as que tiveram contato  com pessoas infectadas entre as turmas.

Em denúncias feitas ao sindicato, docentes relataram o medo de serem infectados/as e permanecerem em sala de aula, bem como pressão para não falarem nada a respeito de possíveis casos de Covid-19 no interior da escola. O sindicato chegou a receber denúncias de pais, preocupados com a situação, e que manifestaram incômodo com a insistência da escola por pressão para aulas presenciais.

À vigilância sanitária e ao canal específico de fiscalização de escolas, o Sinpro Minas pediu a fiscalização dos protocolos sanitários e que avalie a possibilidade de transferir para o ensino remoto todos/as os/as professores/as e turmas das escolas, e não apenas aquelas em que houve casos suspeitos ou confirmados, dadas as muitas denúncias recebidas e situação de insegurança.

O município de Pouso Alegre vem apresentando uma estatística perigosa no que se refere aos números de contaminação: considerando o período de 21 a 27 de maio por exemplo, temos um índice de 417,33 novos casos para 100.000 habitantes (total de novos casos do período de 7 dias / população * 100.000), bem como ocupação de leitos de UTI na média de 100%. Destaque-se que com um indicador superior a 100 casos já é considerado altíssimo o risco de transmissão nas escolas (FIOCRUZ, 2021). Com a possibilidade de uma 3ª onda incluindo a variante indiana, já confirmada em Minas Gerais, a preocupação com o controle destes indicadores é ainda maior.

“Considerar protocolos, isoladamente, muitas vezes descumpridos e com pouca fiscalização, não é suficiente. É preciso atentar para o controle comunitário da transmissão, para o trabalho de rastreio e acompanhamento de casos e para o esforço pela vacinação de todos”, reafirma a diretora do Sinpro Minas, Telma Santos.

O Sinpro Minas pede à categoria que denuncie todos os casos de descumprimento dos protocolos sanitários nas escolas, para que as devidas providências sejam encaminhadas pelo departamento jurídico do sindicato.

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