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Sinpro Minas participa de debate sobre Plano Decenal de Educação

14 de maio de 2009

Os especialistas que participaram, nesta quinta-feira (14/5), do painel “Educação Superior em Minas Gerais”, que abriu a programação do segundo dia da etapa final do Fórum Técnico Plano Decenal de Educação em Minas Gerais: Desafios da Política Educacional, constataram a necessidade de um diagnóstico detalhado do sistema de ensino superior do Estado, como forma de elaboração de políticas públicas para o setor. O evento termina nesta sexta-feira (15). O presidente do Sinpro Minas, Gilson Reis, participou da atividade. Na opinião dele, o que está sendo discutido não é um plano de governo, mas um projeto de Estado para a educação nos próximos dez anos. Por isso, é importante democratizar e ampliar esses debates à toda a população de Minas.O Sindicato dos Professores participa intensamente dos debates, para propor mudanças que busquem a qualidade da educação no estado. O Fórum recebeu 1002 sugestões de modificações ao projeto de lei 2215, que cria o Plano Decenal. Essas propostas resultaram da participação popular nos oito encontros regionais e pela internet.Promovido pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e diversas entidades da sociedade civil ligadas ao segmento, o evento pretende levantar sugestões para o Projeto que contém o Plano Decenal de Educação e estabelece objetivos, metas e ações para a política educacional do Estado nos próximos dez anos.Representantes do Movimento Educação que temos, Educação que queremos, composto por diversas entidades sociais, entre elas o Sinpro e Federação Quilombola, também apresentaram um documento com várias propostas para o Plano. Durante o Fórum, professores e especialistas cobraram recursos públicos e a participação da sociedade para que as metas do Plano se transformem em realidade. A plenária aprovou as propostas que comporão o documento final, a ser apreciado pelos deputados. Para o movimento, o Plano deve refletir as aspirações da sociedade.De acordo com o diretor do Centro de Estudos sobre Ensino Superior e Políticas Públicas para a Educação da UFMG, Jacques Schwartzman, o diagnóstico deve retratar, por exemplo, as razões pelas quais há falta de professores qualificados para atuarem nas universidades estaduais. Para ele, é preciso ainda que sejam definidos caminhos para o crescimento e desenvolvimento das universidades, critérios mais claros na criação e homologação de novos cursos superiores pelo Conselho Estadual de Educação e uma melhor forma de financiamento estudantil.O presidente da União Estadual dos Estudantes, Diogo de Oliveira Santos, reforçou a necessidade de um diagnóstico que retrate fielmente a realidade do ensino superior em Minas. Para ele, o sistema é deficitário e o baixo investimento no financiamento dos alunos é o maior problema. “As vagas no Estado são inferiores à média nacional, assim como o investimento, que é apenas um terço da média oferecida em âmbito federal”.Programação – O fórum teve prosseguimento ainda na manhã desta quinta-feira (14), com o painel sobre a formação e a valorização dos professores da educação, financiamento e gestão e diálogo entre as redes de ensino e sua integração. À tarde, reúnem-se os grupos de trabalho, que irão formalizar as propostas para o Plano Decenal de Educação.

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