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Sinpro Minas participa de encontro internacional de Direito e Economia na UFMG

A presidenta do Sinpro Minas, Valéria Morato, participou, nessa quinta-feira (5/9), do I Congresso Internacional Interdisciplinar Direito e Economia, na Faculdade de Direito da UFMG, em Belo Horizonte.

O evento, que termina nesta sexta-feira (6/9), reúne especialistas, professores e pesquisadores de diferentes países para discutir temas como os impactos socioeconômicos do rentismo e da financeirização na economia global, a autodeterminação política, econômica e social dos países em desenvolvimento, o endividamento público, o papel da mídia na manutenção do atual sistema econômico, as implicações do atual modelo de desenvolvimento no meio ambiente e do capitalismo nos direitos sociais e na democracia, entre outros.

“Este encontro foi fundamental para trocarmos experiências sobre o atual estágio da economia mundial e as implicações dele no nosso cotidiano e no mundo do trabalho. Vivemos um momento em que as forças do capital buscam, de forma acelerada, maximizar seus lucros, enquanto a maioria absoluta da população enfrenta diariamente dificuldades financeiras e de vida. Isso não pode continuar assim, e este evento foi muito importante para acumularmos conhecimentos e traçarmos os melhores caminhos a fim de enfrentar esse quadro de retrocessos, que aqui no Brasil tem sido implementado de forma brutal pelo governo Bolsonaro e por seu ministro Paulo Guedes, dois representantes dos interesses dos banqueiros e do sistema financeiro mundial”, destacou Valéria Morato.

Encontro na UFMG

A professora Maria Lúcia Fattorelli, coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da dívida, ressaltou que os bancos são os responsáveis pela atual crise econômica brasileira. Segundo ela, a elite financeira e o sistema bancário drenam recursos do orçamento para financiar os juros da dívida. Com isso, o Estado perde a capacidade de investir em saúde, educação, segurança, geração de emprego, entre outras áreas sociais.

“O Brasil é um dos países mais ricos do mundo. Temos mais de R$ 4 trilhões em caixa, mas esse dinheiro só tem sido usado para pagamento da dívida. Então não se trata de estar quebrado, trata-se de uma opção, de se tornar um país a serviço do rentismo, da remuneração do capital especulativo, em que não se tem investimento. Estamos chegando ao limite desse tipo de política, com cortes na saúde, educação, Previdência”, frisou a pesquisadora, ao contestar o discurso de que o Estado não têm recursos para investir. Segundo ela, esse argumento tem sido usado para justificar a entrega do patrimônio nacional, por meio de privatizações, e reformas que retiram direitos sociais da população brasileira.

“Não é verdade que o Estado brasileiro esteja quebrado. Está tudo reservado lá para o sistema financeiro mundial, que controla a grande mídia. A sociedade tem de conhecer esse sistema da dívida, para que a gente consiga criar uma força e mudar isso. Esse sistema foi criado para atender a uma elite financeira e aos bancos e, ao mesmo tempo, para nos amarrar, para impedir o nosso desenvolvimento soberano, com distribuição de renda e benefícios sociais para toda a população”, destacou Fatorelli, ao indicar o site do movimento para quem se interessar em obter mais informações sobre a auditoria cidadã da dívida: www.auditoriacidada.org.br.

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