Notícias

Sinpro Minas realiza debate sobre o uso da inteligência artificial na educação

16 de abril de 2024

O Sinpro Minas promoveu, nessa sexta-feira (12/4), em Belo Horizonte, um debate sobre o uso da inteligência artificial e as oportunidades e desafios para a comunidade escolar. O professor Sérgio Amadeu, da Universidade Federal do ABC, e a professora, psicóloga e mestre em Educação Giovana Ottoni foram os convidados para discutir o assunto.

“Fizemos esse debate no sindicato porque sabemos como a tecnologia tem impactado significativamente o cotidiano docente, principalmente a partir da pandemia. Daí a necessidade de aprofundarmos as discussões sobre como esses novos processos tecnológicos podem alterar a dinâmica do nosso trabalho, quais os riscos e benefícios e como podemos usá-los a nosso favor. Essa discussão será cada vez mais frequente, e a nossa ideia é fazer do sindicato um espaço de debate sobre os mais variados assuntos de interesse da categoria. Por isso cada vez mais faremos palestras e eventos como esse”, afirmou Valéria Morato, que mediou o debate entre os educadores.

Em sua exposição, o professor Sérgio Amadeu destacou que a inteligência artificial (IA) pode ser compreendida como máquinas que processam milhões de dados a partir de padrões estabelecidos pelos seres humanos.  “A IA realmente existente são modelos estatísticos e probabilísticos executados por computadores com alta capacidade de processamento”, afirmou.

Segundo ele, os dados são o principal insumo da IA, e há um risco de uma interpretação equivocada da realidade. “Dados não são naturais. São criações, portam vieses, discriminações e classificações preconceituosas. Algoritmos podem trazer modos de aprendizado equivocados. Parâmetros podem conter valores que consolidam injustiças sociais e erros de avaliação expressos numericamente”, ponderou o especialista, ao alertar para o risco de a IA expandir a ignorância na sociedade e empobrecer a diversidade. No entanto, ele destacou que a inteligência artificial não tem a capacidade de substituir a prática de leitura, como forma de compreender a realidade.

Para a psicóloga Giovana Ottoni, o desafio é reconhecer o que não pode ser substituído por máquinas ou sistemas. “São justamente essas características que nos tornam humanos, as relações entre as pessoas, e isso é insubstituível no processo educacional. Temos a necessidade de entender esse novo cenário, mas eu realmente acredito que a educação é insubstituível, a educação das pessoas. Será que é possível automatizar a minha presença em sala de aula? Cada vez mais compreendo que não. Compartilhar experiências e emoções gera aprendizado e mudança, e isso não pode ser substituído”, afirmou a professora. Em breve, o Sinpro Minas vai disponibilizar em suas redes sociais trechos do debate.

COMENTÁRIO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Categorias

Artigo
Ciência
COVID-19
Cultura
Direitos
Educação
Entrevista
Eventos
Geral
Mundo
Opinião
Política
Programa Extra-Classe
Publicações
Rádio Sinpro Minas
Saúde
Sinpro em Movimento
Trabalho

Regionais

Barbacena
Betim
Cataguases
Coronel Fabriciano
Divinópolis
Governador Valadares
Montes Claros
Paracatu
Patos de Minas
Poços de Caldas
Pouso Alegre
Sete Lagoas
Uberaba
Uberlândia
Varginha