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Sinpro Minas recebe homenagem na ALMG por seus 90 anos

2 de junho de 2023

O Sinpro Minas recebeu nessa quinta-feira (1/6) uma homenagem na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) pelos seus 90 anos de fundação. Estiveram presentes na cerimônia diretores e trabalhadores do sindicato, estudantes, parlamentares e representantes de diversas entidades sindicais.

Em seu discurso, a presidenta do Sinpro Minas, Valéria Morato, comemorou a data histórica e relembrou momentos da atuação do sindicato em defesa dos direitos dos professores e nas lutas gerais da sociedade. “É verdade que passamos e ainda hoje enfrentamos momentos bem difíceis, de investidas sistemáticas contra nossos direitos e tentativas de sufocar o trabalho sindical. Mas isso não foi nem será suficiente para diminuir a nossa resistência e o nosso desejo de avançar. Desejo esse que se materializa, ao longo da nossa história, nas inúmeras greves e assembleias lotadas de professores. É essa união da categoria que faz o Sinpro Minas ser hoje uma entidade forte, atuante e com total autonomia”, destacou.

A presidenta do sindicato ressaltou que a comemoração dos 90 anos também deve servir como um momento de reflexão sobre os desafios da carreira docente e os ataques que os trabalhadores brasileiros vêm sofrendo, a partir de medidas como as reformas trabalhista e da Previdência.

“Na atual conjuntura, os professores vivem um momento muito desafiador. A acelerada mercantilização do setor educacional tem sido responsável por aumentar as exigências e o volume de trabalho, na mesma medida em que diminui os nossos salários. Agora mesmo, estamos diante uma campanha salarial na qual os donos de escolas em nosso estado reafirmam a intenção de retirar direitos históricos da categoria e se recusam a conceder um reajuste salarial digno aos docentes. Como se não bastasse, estamos passando por um período sombrio da nossa história, em que forças conservadoras, hostis ao convívio democrático, invadem o espaço escolar, ameaçam o fazer docente e promovem o discurso de ódio. Um tempo impensável para todos nós, de ataques fascistas às escolas, que acabam com vidas e espalham o medo, a violência e o terror. Essas realidades nos mostram que não podemos nem iremos parar, jamais”, ressaltou Valéria Morato.

Coordenador-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) e diretor do Sinpro Minas, Gilson Reis disse que a maior luta dos docentes atualmente é o capital financeiro que atua no setor. “O maior inimigo do trabalhador da educação hoje são os grupos internacionais por detrás dos grandes conglomerados da educação particular. Todas as tecnologias apresentadas são desenvolvidas pelo capital na perspectiva de acabar com os professores e o processo de ensino e aprendizagem como o conhecemos. Hoje os patrões sequer são brasileiros. Precisamos encarar tudo isso com força e abrir um novo ciclo do movimento sindical brasileiro. A relevância do Sinpro, diante desse cenário, é maior do que nunca, porque a luta pela educação é o que move essa entidade”, destacou.

A reitora da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e ex-diretora do Sinpro Minas, Lavínia Rosa, afirmou que que a história do sindicato é a história dos professores e dos movimentos sindicais em Minas Gerais e no país. Ela exibiu fotografias para ilustrar diversos momentos históricos de luta e de atuação do Sinpro Minas. “Hoje eu estou aqui como sindicalista, o Sinpro foi minha escola. Minha história e meu compromisso inalienável são com os direitos dos trabalhadores. O sindicato é um instrumento importante para a defesa das condições de trabalho e para que as pessoas contribuam para a transformação da sociedade”.

Autor do requerimento para a realização da cerimônia, o deputado Celinho do Sintrocel (PCdoB) enfatizou que falar da história do Sinpro é falar da história do movimento sindical de Minas. “O sindicato vem exercendo um papel muito grande pela qualidade do ensino na rede particular. Hoje as escolas demitem os professores para implantar o ensino a distância sem critérios e pedagogias próprias. O Sinpro é um sindicato forte e muito atuante, do qual muito precisamos”, afirmou.

Foto: ALMG

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