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Sinpro Minas repudia demissão em massa na Universo

23 de julho de 2019

O Sinpro Minas repudia a demissão em massa de professores na unidade Belo Horizonte da Universidade Salgado de Oliveira (Universo), no dia 15 de julho. Cerca de 70 docentes foram demitidos, sem qualquer diálogo com os trabalhadores ou negociação com o Sinpro Minas.

A instituição de ensino alegou que a decisão faz parte de uma proposta de reorganização pedagógica, mas a justificativa não convenceu professores nem estudantes, que manifestaram indignação com a medida.

Na verdade, as demissões atendem a um projeto de mercantilização da educação, sem qualquer preocupação com a qualidade do ensino. Sob a lógica do mercado, o que se buscou foi a redução de custos, para lucrar ainda mais com a educação, em detrimento dos direitos e da dignidade dos docentes.

Na prática, a direção da Universidade demitiu professores mais antigos, com anos de experiência profissional e acadêmica, para recontratar outros com salários mais baixos. São profissionais que dedicaram uma carreira ao ensino e à adequada formação de milhares de estudantes, apesar das inúmeras adversidades e dos ataques a suas conquistas nos últimos anos.

Vale lembrar que, há anos, a instituição de ensino não tem pago as verbas rescisórias de professores demitidos conforme prevê a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), e, desde 2014, o Sinpro Minas ajuizou uma ação coletiva contra a Universidade, para cobrar os valores atrasados do FGTS, que não são depositados desde 2005.

Aos que foram demitidos, a orientação no momento é para que agendem um horário com o departamento jurídico ou de homologação do Sinpro Minas, para verificar se a rescisão contratual foi feita conforme estabelece a legislação trabalhista. Homologar no sindicato é um direito da categoria, previsto na cláusula 15 da CCT.

Dessa forma, o Sinpro Minas reafirma o seu repúdio às demissões em massa dos professores na Universo e informa que já está tomando as providências cabíveis, para garantir os direitos da categoria. Educação não pode ser tratada como mercadoria, e sim como parte integrante de um projeto de desenvolvimento soberano do país, que tenha como uma de suas premissas a valorização do trabalho e dos trabalhadores.

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