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Solidariedade aos trabalhadores em educação da rede pública de Minas

27 de setembro de 2011

Sinpro Minas arrecadará cestas básicas para doação

Os trabalhadores em educação da rede estadual de ensino em Minas Gerais, que permaneceram em greve por mais de 100 dias, precisam do apoio de toda a sociedade. O Sinpro Minas faz uma campanha de solidariedade aos trabalhadores da rede pública, com a doação de cestas básicas.

Com o prolongamento da greve, uma das mais longas da história da categoria, os trabalhadores estão com os salários suspensos e passam por dificuldades para honrar os seus compromissos financeiros e até mesmo para suprir suas necessidades de alimentação. Portanto, o Sinpro Minas irá recolher doações de cestas básicas dos professores nas escolas particulares para serem encaminhadas ao Sind-UTE, que repassará aos trabalhadores em educação mais necessitados.

As doações podem ser entregues nas sedes do Sinpro Minas em todo o estado. Em Belo Horizonte, o sindicato tentará organizar o recolhimento das cestas nas escolas, bastando que os professores entrem em contato com o sindicato.

Sinpro Minas – Rua Jaime Gomes, 198 – Floresta – BH – Tel. 3115-3000

Sinpro Cerp – Rua Tupinambás, 179 – 12º andar – Centro – BH – 3274-5091

Acesse o link Regionais para obter os demais endereços de coleta das cestas básicas no interior do estado.

 

Depoimentos de professores da rede pública estadual

Os depoimentos abaixo de professores da rede pública estadual revelam que a indignação com os baixos salários pagos pelo governo Minas são a base de sustentação de uma das mais longas greves da categoria.

“Atualmente, pelas 24 horas semanais de trabalho recebo um salário base de R$ 550. Com os benefícios o valor chega a R$ 950. Após descontos, recebo em conta R$ 801,20. Tenho curso superior, tenho a responsabilidade de conduzir uma sala de aula e recebo menos que o piso nacional”.

“Tenho estado em sala de aula há 24 anos, desde 1987. Fui parar numa sala de aula da Rede Estadual de Educação de Minas Gerais por amor à profissão e por incentivo salarial, pois quando comecei a lecionar, em 1987, o nosso Salário Base (vencimento básico) correspondia a três salários mínimos (hoje, R$1.635,00) para quem lecionava de 5ª à 8ª série, e cinco salários mínimos (hoje, R$2.725,00) para quem lecionava para o Ensino Médio. Tinha perspectiva de carreira profissional. Com o tempo, vi a nossa situação piorando ano a ano, suportável durante algum tempo, mas há 9 anos sinto-me no fundo do poço. Sou mãe e tenho dificuldades para manter as despesas da casa. Moro de aluguel, não consigo viajar de férias há uns seis anos, dependo de um Plano de Saúde que não funciona  (IPSEMG), gasto dinheiro com antidepressivos para conseguir trabalhar dois horários em condições que não carecem de serem descritas aqui. Sei que existem outras/os professoras/res em situações piores e me firmo nisso para não cair no desespero diante das consequências dessa nossa luta que é justíssima”.

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