
A 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu condenar a Associação de Pais de Alunos do Colégio Loyola ao pagamento de indenização por danos morais a um dirigente do Sinpro Minas. O motivo foi a publicação, no site da associação, de um manifesto com acusações falsas, ofensas e adjetivos pejorativos contra o professor, que atua na instituição há mais de 30 anos.
Segundo a decisão, as acusações foram feitas de forma direcionada, sem qualquer apuração prévia, e tinham como objetivo difamar o educador, que participou legitimamente do movimento grevista ocorrido em 2023. A situação chegou ao ponto de a associação disponibilizar um link para um abaixo-assinado contra o docente.
Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Maria Luiza Santana Assunção, destacou que, embora seja legítimo o direito à crítica e à manifestação associativa, identificar uma pessoa determinada com atribuição de condutas desabonadoras só pode ocorrer após o devido exercício do contraditório e da defesa. Caso contrário, o autor pode ser responsabilizado pelos danos causados.
A desembargadora ressaltou ainda que as associações privadas devem agir com base nos princípios da boa-fé objetiva, lealdade, prudência e respeito à dignidade da pessoa humana, conforme previsto no Código Civil e na Constituição Federal. No caso, ficou evidente o erro da Associação de Pais de Alunos do Colégio Loyola, que não concedeu ao professor a oportunidade de se defender antes da divulgação das acusações.
O processo mostrou que o propósito da publicação foi contestar a atuação legítima do professor enquanto dirigente sindical. A decisão reforça a importância do respeito à honra e à imagem dos trabalhadores da educação, luta sempre empenhada pelo Sinpro Minas.
Entidade filiada ao


O Sinpro Minas mantém um plantão de diretores/funcionários para prestar esclarecimentos aos professores sobre os seus direitos, orientá-los e receber denúncias de más condições de trabalho e de descumprimento da legislação trabalhista ou de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
O plantão funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
(31) 3115-3000
RUA JAIME GOMES, 198 – FLORESTA – BELO HORIZONTE/MG – CEP 31015-240
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3 respostas
Uma sociedade, que trata docentes de forma desrespeitosa e criminosa não tem como progredir! Lamentável a atitude da tal associação!
Nós professores sabemos da importância da participação da família na vida escolar dos filhos. Porém, alguns responsáveis, ao invés de instruir os filhos e auxiliar nos estudos, vigia, critica e tenta “mandar” e controlar os profissionais da educação.
Hoje os pais não acompanham as datas de trabalho, provas e nem sabem se o filho tem dever de casa.
Mas, se o filho tira nota baixa e tem baixo rendimento escolar cobram do professor e não do estudante ou de si mesmos.
Quando lecionei em escolas particulares tinha que me desdobrar para aplicar provas em outras datas para os alecrins dourados que iriam viajar na semana de avaliações. Ou seja, na visão de alguns a escola deve se adequar a realidade individual de cada aluno.
A nossa sociedade não respeita nem valoriza os professores. Não vale a pena permanecer nessa área. E afirmo, se cada família fizesse seu papel, a vida escolar dos próprios filhos seria muito mais produtiva e saudável. Essa brecha é o que permite leis que acabam com a qualidade da educação.
Parabéns. Voce foi sucinta e certeira em suas palavras.