Notícias

Trabalhadores da educação na greve geral nesta sexta-feira (14/6)!

10 de junho de 2019

Os trabalhadores brasileiros realizam greve geral, dia 14 de junho (sexta-feira), em defesa da aposentadoria e da educação pública de qualidade e contra a reforma da Previdência proposta pelo Governo Bolsonaro. O movimento sindical, os movimentos sociais e partidos políticos democráticos estão unidos na defesa dos interesses populares.

Nos dias 15 e 30 de maio ocorreram grandes manifestações nas ruas das capitais e mais de duas centenas de cidades brasileiras, com a decisiva participação dos trabalhadores da educação, reunindo ao todo cerca de 3 milhões de pessoas em defesa do ensino de qualidade e contra o corte de verbas para serviços públicos e contra a reforma da Previdência.

A crise econômica brasileira só se agrava, aumentando o desemprego e a violação dos direitos dos trabalhadores. A única solução que o governo apresenta para essa situação é a reforma da Previdência, que trará ainda mais prejuízos à população e praticamente acaba com a aposentadoria dos trabalhadores em educação.

Além de ampliar o tempo de trabalho e dificultar o acesso à aposentadoria para auxiliares de educação e demais trabalhadores – como idade mínima e tempo mínimo de contribuição de 40 anos para ter o direito a 100% do valor do benefício, redução do valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre muitos outros – a reforma proposta por Bolsonaro vai acabar progressivamente com as aposentadorias públicas e privatizar o sistema previdenciário. O governo quer implantar o regime de capitalização, pelo qual patrões e governos deixarão de contribuir para a Previdência, que passa a ser bancada exclusivamente pelos trabalhadores e gerida pela iniciativa privada. Quem não tiver poupança, não se aposenta!

Prejuízos para professoras e professores

Para as professoras e professores, a reforma é particularmente perversa. Atualmente, a categoria se aposenta com salário integral, com 25 anos de contribuição para as mulheres e 30 para homens, sem limite de idade. A proposta do governo exige idade mínima de 60 anos para a professora ou professor se aposentar, com 30 anos de contribuição e trabalhando exclusivamente no magistério. E a partir do próximo ano a idade mínima vai aumentar ainda mais, de acordo com a expectativa de sobrevida dos brasileiros. Considerando que depois dos 50 anos dificilmente a professora ou professor consegue emprego, a categoria nunca vai se aposentar! Por isso os trabalhadores da educação vão participar da greve geral.

As centrais sindicais brasileiras, as entidades dos trabalhadores em educação e dos estudantes estão unidos para a greve geral, dia 14, em defesa das aposentadorias e da educação e contra a reforma da Previdência.

● CONTRA O FIM DA APOSENTADORIA

● EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA E GRATUITA

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – Contee

COMENTÁRIO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Categorias

Artigo
Ciência
COVID-19
Cultura
Direitos
Educação
Entrevista
Eventos
Geral
Mundo
Opinião
Opinião Sinpro Minas
Política
Programa Extra-Classe
Publicações
Rádio Sinpro Minas
Saúde
Sinpro em Movimento
Trabalho

Regionais

Barbacena
Betim
Cataguases
Coronel Fabriciano
Divinópolis
Governador Valadares
Montes Claros
Paracatu
Patos de Minas
Poços de Caldas
Pouso Alegre
Sete Lagoas
Uberaba
Uberlândia
Varginha