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Varginha recebe o II Encontro de Economia Solidária, Trabalho e Lutas Sociais

28 de novembro de 2018

Na última terça-feira, 27/11, teve início o II Encontro de Economia Solidária, Trabalho e Lutas Sociais, realizado pela Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP). O projeto é da Unifal, Universidade Federal de Alfenas, coordenado pelo professor da Unifal Dimitri Augusto da Cunha Toledo (doutorando em administração pelo Cepead-UFMG) e pela professora Ana Carolina Guerra (professora adjunta I do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal de Alfenas, Campus Varginha).

A diretora Mônica Cardoso participou da mesa representando o Sinpro Minas e a CTB –Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil . Ela falou da luta do sindicato por uma educação pública, laica e de qualidade, mesmo sendo uma entidade que representa o setor privado. Mônica também ressaltou a importância da união e resistência dos/as professores/as, “principalmente agora com todos os ataques que estamos sofrendo na educação, em especial na educação pública e federal; ataques à democracia e com tendência a se agravarem após a transição para o governo fascista eleito”, afirmou.

Na mesa redonda “Trabalhos e Lutas Sociais: Fábrica Flaskô”, o professor Dimitri fez um histórico da fábrica  antes da ocupação e o que levou os funcionários à ocupação:

“Flaskô é uma empresa brasileira sediada no município paulista de Sumaré, produtora de reservatórios e tonéis plásticos. Em 2009 era a única empresa no Brasil ocupada por funcionários. Foi tomada por seus funcionários em junho de 2003, após inúmeros perdidos de falência – embora esta nunca tenha se concretizado -, devido à resistência dos funcionários. Era então dirigida pelos irmãos Anselmo e Luis Batschauer. Grande parte das dívidas da empresa era decorrente de salários atrasados e encargos trabalhistas . A ocupação seguiu o que já havia ocorrido com outras empresas dos proprietários em Joinville (Cipla e Interfibra. No caso da Flaskô, o administrador judicial foi expulso do local pelos próprios trabalhadores, decisão que foi tomada em assembléia pelos seus 58 funcionários. Os funcionários têm utilizado de passeatas para impedir leilões do maquinário para o pagamento de dívidas ou para impedir a penhora de quase todo o faturamento da empresa para pagar dívidas com a União. Não concordam com a transformação em cooperativa, a fim de não perder seus direitos trabalhistas. Trabalham politicamente para conseguir a estatização da empresa”.

Também participou da mesa Túlio Sene, cientista político, sociólogo com Pós-doutorado em Relações Internacionais pela UFRJ, que fez uma abordagem histórica do desenvolvimento do capitalismo nos últimos séculos. Além disso destacou a importância de lutas como a da fábrica ocupada Flaskô, que sobrevivem resistindo aos modelos impostos pelo sistema econômico em que vivemos.

Durante o evento também foi exibido o documentário Flaskô, a Fábrica, do diretor Emiliano Goyeneche.

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